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Adeus, Palhaços Mortos: Última Semana!

Artes e Espetáculos | Thais Polimeni 20/09/16 - 09h Thais Polimeni

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Gente, será que eu to sonhando? Vou tentar voar“. Meus amigos mais próximos nem se espantam mais com meus relatos de sonhos-impossíveis-quase-reais. É muita incoerência em uma única frase, mas pra quem sonha todos os dias, tive que desenvolver uma técnica pra saber se eu estava sonhando ou se era realidade. Técnica, até então, somente utilizada nos sonhos (quando eu conseguia voar e me sentia aliviada por estar em um sonho), mas, dada a sensação surreal causada pela montagem da peça “Adeus, Palhaços Mortos“, escrita pelo russo Matei Visniec, fui obrigada a aplicá-la à vida real. Esses russos são bem esquisitos, mesmo.

Dirigida por José Roberto Jardim, a convite da companhia Academia de Palhaços, o espetáculo acontece dentro de um cubo iluminado por projeções criadas pelo Coletivo BijaRi (sim, a mesma que fez as projeções de abertura das Olimpíadas). O foco da dramaturgia é a reflexão sobre os fundamentos filosóficos da carreira artística, tendo, como personagens, três grandes artistas circenses do passado que, acidentalmente, se reencontram em uma sala teste de casting. Nesse dia suas amizades, memórias, segredos, pequenezas e vilanias serão expostos e a sala se apresenta como um não-lugar, num exercício infinito de reflexão sobre a resiliência do artista.

É importante ressaltar que o espetáculo conta com o apoio do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, iniciativa importantíssima que incentiva a pesquisa teatral no município. A direção musical é assinada por Tiago de Mello, expoente da música experimental eletroacústica brasileira; o figurino foi desenhado e criado pelo estilista Lino Villaventura e o visagismo ficou por conta de Leopoldo Pacheco.

Quando saí da sessão (à qual assisti na temporada do Centro Cultural São Paulo), encontrei uma atriz que já conhecia o texto e o projeto da companhia. Perguntei o que ela tinha achado e ela começou a resposta dizendo: “Eu achei muito boa. Sabe aquela parte que dá a impressão que a gente tá sonhando? (…)“. E assim eu me descobri um ser normal. Ufa! Pelo menos por enquanto, a consulta ao psiquiatra foi adiada.

“Adeus, Palhaços Mortos” fica em cartaz até o dia 22 de setembro no TUSP e é grátis!

FICHA TÉCNICA
Texto Original: Matei Vişniec. Direção e Adaptação: José Roberto Jardim. Elenco: Laíza Dantas, Paula Hemsi e Rodrigo Pocidônio. Direção Musical: Tiago de Mello. Cenografia e Vídeo-Instalação: BijaRi. Figurino: Lino Villaventura. Visagismo: Leopoldo Pacheco. Iluminação: Paula Hemsi e José Roberto Jardim. Direção de produção: Carol Vidotti. Fotografia: Lígia Jardim e Victor Iemini. Suporte Institucional: Cooperativa Paulista de Teatro. Patrocínio: Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo. Realização: Academia de Palhaços

Adeus, Palhaços Mortos
Quartas e quintas, às 21h
Até 22/09/2016
Duração: 70 minutos
Classificação Etária: 12 anos
Grátis

TUSP
R. Maria Antônia, 294 – Vila Buarque. São Paulo – SP

Fotos: Victor Iemini
Fonte: Assessoria de Imprensa Pombo Correio

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