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Coração Dark Room

Artes e Espetáculos 27/07/11 - 09h Cult Cultura

Está em cartaz na Oficina Cultural Oswald de Andrade a peça “Coração Dark Room”, escrita e interpretada por Ricardo Corrêa e premiada pelo Programa de Ação Cultural (ProAc) do Estado de São Paulo.

A Cult Cultura fez uma pequena entrevista com Ricardo que, para assinar a concepção, dramaturgia e interpretação, trilhou um longo caminho, com muito estudo e grandes experiências com renomados profissionais do teatro brasileiro.

“Coração Dark Room” fica em cartaz até essa sexta-feira. Prestigiem!

Cult Cultura: Como surgiu a ideia de montar uma peça sobre o Caio Fernando Abreu?
Ricardo Corrêa: A idéia veio se confrontando com o desejo de falar da nossa urgência moderna de amar. A obra do Caio Fernando Abreu, assim, veio por identificação com o tema. A peça não surgiu com o interesse de falar do Caio e sim do universo das suas personagens. O conto “Dama da Noite”, do livro “Morangos Mofados” conduziu meu pensamento para todo o universo de “Coração Dark Room” e o resto foi se tecendo ao longo do processo.

Cult Cultura: Como você vê a obra do Caio Fernando Abreu? Forte? Delicada? Otimista? Quem é o Caio Fernando, pra você?
Ricardo Corrêa: A obra do Caio é repleta de carências, ele é realista, diz a sua realidade. O Caio F. usa pouca palavra pra dizer de maneira forte e poética o retrato da vida noturna. Ele é profundo, ácido às vezes. É preciso estar pronto pra ler o que ele diz da vida. Em “Dama da noite” é o retrato de uma geração que busca amar, encontrar alguém na noite, o sexo, as drogas, emergindo latente o vazio das nossas incertezas e buscas, difícil é não se identificar com ele. O Caio Fernando me inspira. Pra mim, é um escritor cheio de talento com um olhar afinado para as contradições humanas. A obra dele chega, comunica e atravessa quem a ouve.

Cult Cultura: Você fez a concepção, dramaturgia e interpretação da peça. Como foi esse processo? O fato de você ter trabalhado nesses três itens de produção facilitou a montagem?
Ricardo Correa: Assinar um projeto deste porte é se tornar empreendedor de uma idéia, e fazer isso virar realidade realmente é um processo é difícil, solitário às vezes. Escrevo desde muito cedo, estudo dramaturgia faz um tempo; na atuação, eu conto com a ajuda da Gabriela Rabelo que dá palpites, mas é um processo bem pessoal de experimentação, tanto na direção que é concebida pra comunicar o que minha cabeça pensa sobre o espetáculo, como na interpretação. Tudo é muito delicado e meu. Sou dono. Uma vez eu ouvi que não tinha uma idéia clara do espetáculo, pelo contrário, afirmo que é preciso ser ousado pra se colocar neste lugar, tenho a concepção muito clara sim, aliás eu sou pai do espetáculo.

Cult Cultura: Qual é a sua formação no teatro? Interpretação, Direção, etc…
Ricardo Corrêa: Minha formação é o oficio. Sou ator da Escola de Arte Dramática da Universidade São Paulo, já passei por diversos grupos de teatro como o Satyros, Folias D’arte. Trabalhei com diversos diretores entre eles Luiz Valcazaras, Marco Antonio Rodrigues, Rodolfo Garcia Vazquez, Alberto Guzik, Celso Frateschi. Estudei dramaturgia com Chico de Assis e com Luis Alberto de Abreu. Dirigi os espetáculos da Companhia Artera do qual sou fundador.

Coração Dark Room
De 1 a 29/07 – quintas e sextas-feiras – 20h
Indicação: a partir de 16 anos
50 lugares (ingressos populares: R$ 10,00 e R$ 5,00)

Oficina Cultural Oswald de Andrade

Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro – São Paulo – SP
Telefone (11) 3221-5558 / 3222-2662
e-mail oswalddeandrade@oficinasculturais.org.br

Por Thais Polimeni

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