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Graffiti De Jovem Brasileira Pode Entrar Para O Guiness Book

Artes Visuais | Thais Polimeni | Urbanidade 11/07/17 - 10h Thais Polimeni

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A cultura urbana sempre gera polêmica. Ocupar a cidade com esporte e arte pode desagradar determinados grupos da população que não se identificam com a maioria ou simplesmente não aceitam expressões diferentes das suas. O graffiti é um exemplo desse embate (veja aqui o vídeo da TVCult sobre a cultura hip hop).

No início da gestão do atual prefeito de São Paulo, foi realizada uma ação precipitada sobre os muros da cidade. “Apagaram tudo, pintaram tudo de cinza; Só ficou no muro tristeza e tinta fresca” poderia ser apenas a letra de uma música, mas virou trilha sonora dos primeiros dias da gestão Dória. Alguns meses depois, o secretário de Cultura, André Sturm, reconheceu o erro da decisão não ter sido compartilhada previamente com a população.

Mesmo sabendo que o governo municipal do Rio de Janeiro não está tão melhor que o de São Paulo, recentemente foi autorizada uma ação de graffiti que promete ganhar destaque internacional. Foi inaugurado, em junho deste ano, o projeto “Rio Big Walls”, que pretende valorizar espaços urbanos por meio da arte urbana. E nada melhor do que começar com o maior mural de grafite feito por uma mulher, né? Pois é! O mural “Contos”, realizado na Escola Municipal Rivadávia Corrêa, no centro da cidade, tem 2.500 metros quadrados e será avaliado pelo Guiness Book para ser considerado o maior grafite do mundo pintado por uma mulher.

Luna Buschinelli, paulistana de 19 anos, foi quem grafitou o mural, cuja produção durou 45 dias e foi apoiado, também, pela iniciativa privada: RUA – Arte Urbana, Mills e Coral. Luna sempre gostou de desenhar e decidiu grafitar por conta própria. Certo dia, pegou três cores de tinta, foi grafitar um muro à noite e assim começou seu ofício. Segundo Luna, não é ela quem escolhe o muro; é o muro quem a escolhe. Sobre a obra realizada na escola carioca, a artista declara: “Essa obra não se trata apenas de um recorde, mas de empoderamentos: da mulher, da mãe solteira que cria seus filhos sozinha, da luta dos professores, dos alunos, da família brasileira que depende do sistema público de educação”.

Conheça mais sobre a trajetória de Luna Buschinelli no vídeo abaixo:

Luna’s Line from Luna Buschi on Vimeo.

Fonte: O Globo, Hypeness e Luna’s Line.

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