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10 Frames: Os Bastidores da Indústria do Entretenimento Adulto

Audiovisual | Leonardo Ribeiro 17/09/13 - 08h Leonardo Ribeiro

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Na última sexta-feira (13/09), “Lovelace” estreou nas salas de cinema de todo Brasil. O longa, dirigido pela dupla Rob Epstein e Jeffrey Friendman, traz para as telas a biografia de Linda Boreman (Amanda Seyfred), uma jovem de classe média norte-americana que foi alçada ao estrelato da indústria pornográfica por protagonizar “Garganta Profunda”, um dos mais emblemáticos e bem sucedidos filmes do gênero. Mesmo se tornando famosa e um verdadeiro símbolo da revolução sexual feminina nos anos 70, a história de Linda ganhou contornos trágicos e dramáticos, quando na década de 80 a atriz lança o livro “Provação”, contando como foi coagida a entrar no mundo dos filmes pornográficos, entre outros atos execráveis, por seu marido abusivo, Chuck Traynor (Peter Sarsgaard). Após largar o universo da pornografia e lançar seu livro, Linda se tornou uma ativista na luta contra a produção de filmes eróticos e contra o abuso sofrido pelas mulheres.

Ainda que careça de ousadia e de mais aprofundamento nos fatos, o longa consegue ser um bom resumo da história de Linda, retratando com dignidade sua figura, muito ajudado pela boa atuação de Seyfred no papel principal e de todo o elenco coadjuvante, como o já citado Sarsgaard, além de Sharon Stone, Robert Patrick, Hank Azaria, Chris Noth, Adam Brody, Juno Temple e uma pequena participação de James Franco como o dono da revista Playboy, Hugh Hefner.

Além de apresentar os fatos sobre a vida de Linda, o longa também traz algumas curiosidades sobre os bastidores da indústria pornográfica. Apesar de sempre ter caminhado de forma paralela à indústria cinematográfica tradicional, em determinado momento os dois universos estiveram bem mais próximos. Isso ocorreu no auge dos filmes pornôs norte-americanos nos anos 70, quando as produções eram exibidas nos cinemas, atraindo milhares de espectadores. Considerando os números atualizados pela inflação, “Garganta Profunda” teria faturado mais de 600 milhões de dólares, e outros filmes, como “Atrás da Porta Verde”, “A Diabo na Carne de Miss Jones” e “Debbie does Dallas” também foram grandes sucessos de público e tornaram-se clássicos do gênero nos anos 70. Aos poucos, os longas pornográficos foram saindo dos cinemas, dando lugar à febre do VHS nos anos 80 e 90, e posteriormente ao DVD e à internet nos anos 2000.

Independente da mídia e do formato, a indústria do entretenimento adulto continua sendo extremamente lucrativa e, por isso, separei aqui 10 produções (entre baseadas em fatos reais e outras totalmente ficcionais) que abordam este universo “quase proibido”:

1) Boogie Nights – Prazer Sem Limites (Boogie Nights) – Dir. Paul Thomas Anderson – 1997
Boogie Nights2 (650x271)“Boogie Nights” foi o filme que revelou ao grande público o talento do cineasta Paul Thomas Anderson, um dos autores mais relevantes do cinema contemporâneo. Após atrair a atenção da crítica em sua estreia, a produção independente “Jogada de Risco”, de 1996, Anderson partiu para seu segundo longa já no ano seguinte, trazendo a história do jovem Eddie Adams (Mark Wahlberg), que entra para o mundo do cinema pornô e se torna um astro, adotando o nome de Dirk Diggler. O roteiro do próprio Anderson narra a ascensão e a queda de Diggler (papel livremente baseado na vida do astro pornô John Holmes), juntamente com a indústria pornográfica, que no final dos anos 70 foi perdendo espaço para as produções de Home Vídeo.

Acima de tudo, o filme é também um retrato da América pós-Guerra do Vietnã, tocando em questões sociais e políticas, além de explorar profundamente os aspectos mais obscuros da personalidade humana, através de um mosaico de histórias em que todos os seus personagens acabam entrando em uma espiral de degradação, que inclui drogas, traições, crimes e morte. Aliada à técnica apurada de Anderson, com seus belíssimos planos-sequência, está a direção de atores e um elenco excepcional, que conta com Julianne Moore (indicada ao Oscar pelo papel), John C. Reilly, William H. Macy, Philip Seymour Hoffman, Don Cheadle, Philip Baker Hall, entre outros. O filme também serviu para revitalizar a carreira do ex-galã Burt Reynolds, que interpreta o diretor Jack Horner. Pelo papel, Reynolds recebeu um Globo de Ouro e foi indicado ao Oscar de ator coadjuvante. Sem dúvidas, um dos grandes filmes dos anos 90.

2) O Povo Contra Larry Flynt (The People vs. Larry Flynt) – Dir. Milos Forman – 1996
Povo Contra Larry Flynt (650x269)O norte-americano Larry Flynt é um dos nomes mais importantes, e também polêmicos, do mercado pornográfico. Dono de diversos clubes de striptease no início dos anos 70, Flynt criou em 1974 a revista Hustler, publicação que se tornaria um marco do segmento erótico. Por apresentar um conteúdo muito mais explícito do que outras publicações, como a Playboy ou a Penthouse, a revista Hustler causou enorme revolta de grupos religiosos e conservadores, gerando um processo contra Flynt por obscenidade. A batalha judicial levou Flynt a uma enorme exposição na mídia, alimentando manifestações de apoio e também protestos contra o editor. Em 1978, enquanto ainda enfrentava o processo por obscenidade, Flynt e seu advogado, Gene Reeves Jr., foram vítimas de um atentado, onde Flynt foi baleado e acabou ficando paraplégico.

Toda a saga de Flynt foi adaptada para a tela grande em “O Povo Contra Larry Flynt”, do grande cineasta tcheco Milos Forman (“Um Estranho no Ninho”, “Amadeus”, “Hair”, “O Mundo de Andy”), trazendo no papel principal o ator Woody Harrelson, na melhor interpretação de sua carreira (e indicada ao Oscar), repleta de momentos marcantes, como o discurso em que Flynt discute o que é realmente obsceno. Além de Harrelson, o filme contava com Edward Norton em um de seus primeiros papéis (o advogado Gene Reeves Jr.) e a rockeira Courtney Love, no papel de Althea, a primeira esposa de Flynt. O próprio Larry Flynt faz uma pequena participação como um dos juízes de seu caso.

3) Hardcore – No Submundo do Sexo (Hardcore) – Dir. Paul Schrader – 1979
Hardcore (650x299)Em seu segundo trabalho como diretor, Paul Schrader (roteirista de “Trágica Obsessão”, de Brian De Palma e do clássico “Taxi Driver”, de Martin Scorsese) narra a história de Jake VanDorn (George C. Scott), um empresário conservador e religioso calvinista do centro-oeste americano, que vê sua vida se transformar em uma verdadeira jornada para o inferno ao tentar encontrar sua filha adolescente, que desaparece após ir a um encontro religioso nos arredores de Los Angeles. Ao partir para a Califórnia para investigar o desaparecimento da garota, Jake contrata um detetive particular, que aparece com um rolo de filme em 8mm, contendo uma produção pornô barata e estrelada pela filha de Jake. Ao assistir ao filme, o pai entra em desespero e acaba mergulhando no submundo da indústria pornográfica underground, incluindo os chamados snuff movies, para descobrir o paradeiro de sua filha. A temática pesada e polêmica é uma marca registrada dos textos do roteirista, que inclui também traços pessoais no roteiro, já que o próprio Schrader vem de uma família calvinista e conservadora. Na direção, Schrader segue os passos de seu amigo Scorsese, adotando um estilo cru e realista, como nos primeiros trabalhos do diretor de “Taxi Driver”.

Apesar de diversos desentendimentos com o cineasta durante a produção de “Hardcore” – Schrader queria um filme ainda mais pesado e denso -, o veterano George C. Scott apresenta uma atuação poderosa, mostrando todo o desespero e determinação de um pai colocado em uma situação extrema para salvar sua filha. Um filme forte e que merece uma revisão.

4) O Pornógrafo (Le Pornographe) – Dir. Bertrand Bonello – 2001
o Pornografo (650x345)Premiado na Semana da Crítica do Festival de Cannes em 2001, “O Pornógrafo” é o segundo longa do cineasta francês Bertrand Bonello, figura sempre presente no circuito dos festivais com filmes como “Tiresia” e “L’Apollonide – Os Amores da Casa de Tolerância”. A trama do filme segue o cineasta Jacques Laurent, que devido a uma crise financeira se vê obrigado a retornar à atividade de diretor de filmes pornográficos, algo que realizou nos anos 60 e 70, mas havia deixado para trás. Paralelamente, Laurent também enfrenta o fim de seu casamento e tenta uma reaproximação com seu filho adolescente. Bonello utiliza o universo da pornografia para abordar um conflito de gerações,não só do drama do relacionamento conturbado entre pai e filho, mas de um conflito de gerações e ideologias do próprio cinema. Esse elemento é representado na figura do pornógrafo do título, que é interpretado por Jean-Pierre Léaud, ator símbolo da Nouvelle Vague, tendo atuado nos principais filmes de Truffaut e Godard, como “Os Incompreendidos”, “O Demônio das Onze Horas”, “Alphaville”, “A Noite Americana”, “Beijos Proibidos”, entre outros.

Léaud representa a figura revolucionária e contestadora, que utilizava até mesmo os seus filmes pornôs como objetos de protesto, símbolos de contracultura e liberdade de expressão, mas que se torna amargurado e incapaz de continuar sua luta em mundo onde tudo (política, publicidade, consumismo) aparenta ser mais “pornográfico” do que a própria pornografia. Um longa questionador, que consegue gerar reflexão.

5) Crimes em Wonderland (Wonderland) – Dir. James Cox – 2003
Crimes em Wonderland (650x363)John Holmes foi um dos maiores nomes da indústria pornográfica norte-americana. Atuando em mais de três mil produções do gênero, além de também ter dirigido alguns filmes, Holmes construiu uma enorme fortuna, que foi sendo destruída aos poucos no início dos anos 80, devido aos problemas do ator com o consumo de drogas. O vício e as necessidades financeiras levaram Holmes a participar de um assalto à casa do traficante Eddie Nash, dono de quase todos os clubes noturnos de Los Angeles na época. Após descobrir a identidade dos assaltantes, Nash ordenou um ataque à casa onde Holmes e os outros assaltantes estavam escondidos, realizando um massacre que resultou na morte de quatro pessoas, tudo presenciado pelo ator. O caso ficou conhecido como os “Crimes de Wonderland” (nome da rua onde se localizava o esconderijo da gangue). Os crimes permaneceram sem resolução até a morte de Holmes, em 1988, quando sua ex-esposa, Sharon, então revelou a história que o astro havia lhe contado.

Esses acontecimentos inspiraram o diretor Paul Thomas Anderson em “Boogie Nights”, onde o personagem de Wahlberg também participa de um assalto mal sucedido. Em 2003, uma adaptação oficial da história, dirigida por James Cox, foi lançada. Trazendo o ator Val Kilmer no papel de Holmes, em uma boa interpretação, onde os problemas do próprio Kilmer (em declínio na sua carreira) contribuíram para a construção do personagem, o filme apresenta um pouco da vida pessoal de Holmes e foca sua parte final exatamente nos Crimes de Wonderland. O elenco conta ainda com Josh Lucas, Kate Bossworth, Carrie Fisher (a eterna Princesa Lea de “Star Wars”) e Lisa Kudrow (a Phoebe de “Friends”).

6) Da Cama Para a Fama (Torremolinos 73) – Dir. Pablo Berger – 2003
Da Cama Para a Fama (650x322)“Da Cama Para a Fama” é o filme de estreia do diretor espanhol Pablo Berger, do recente e premiadíssimo sucesso “Blancanieves”. A história, passada na Espanha da década de 70, mostra Alfredo, um vendedor de enciclopédias que, para não perder o emprego, aceita a proposta de seu chefe para filmar suas relações sexuais com a esposa. O pretexto do chefe de Alfredo é que os filmes serão vendidos para países da Escandinávia, como produções educacionais sobre sexo. Partindo dessa inusitada premissa, Berger cria um bem humorado retrato da ambição da classe-média de seu país, obrigada a romper com um padrão de vida estável e com moldes pré-estabelecidos.

Em determinados momentos, o longa consegue ser realmente hilário, especialmente quando Alfredo começa a ter aulas de noções básicas de cinema com um diretor escandinavo que diz ter sido assistente de Ingmar Bergman. O interesse pela obra do grande diretor sueco faz com que Alfredo, inspirado especialmente por “O Sétimo Selo”, comece a ter pretensões de escrever e dirigir filmes não pornográficos. Uma sátira de costumes criativa e muito divertida.

7) Os Pornógrafos ou Uma Introdução à Antropologia (Erogotoshi-tachi yori: Jinruigaku nyûmon) – Dir. Shohei Imamura – 1966
Introducao a Antropologia (650x278)Um dos grandes nomes do cinema japonês, o cineasta Shohei Imamura (“A Enguia”, “A Balada de Narayama” e “Chuva Negra”, todos vencedores da Palma de Ouro ou Prêmio do Júri em Cannes) realizou em 1966 um longa que explora seus temas prediletos, como os aspectos mais sombrios da cultura japonesa, através da história de um homem que realiza filmes pornográficos e os distribui clandestinamente. Mr. Ogata, o personagem principal, não sente vergonha nenhuma em realizar suas produções eróticas, mas elas acabam causando-lhe problemas com a polícia e com sua família nada convencional. Ogata mantém uma relação com Haru, que apesar de ir para a cama com o Ogata sente-se culpada por achar que seu ex-marido morto, mas reencarnado em uma carpa, não aprova tais atitudes. Além de Haru, há também a bela enteada de Ogata, que se torna uma obsessão do cineasta.

O filme aborda diversos aspectos da sociedade japonesa, reprimida por seus costumes rígidos, onde os filmes pornográficos se tornam uma grande válvula de escape. Imamura adota um tom quase surreal, onde as relações complexas e desejos mais profundos de seus personagens peculiares são apresentados com um humor extremamente subversivo. Um verdadeiro clássico a ser redescoberto.

8) Pagando Bem, Que Mal Tem? (Zack and Miri Make a Porno) – Dir. Kevin Smith – 2008
Pagando Bem2 (650x319)Em 2008, o rei dos nerds, Kevin Smith (“O Balconista”, “Dogma”, “O Império do Besteirol Contra-Ataca”), resolveu fugir um pouco de seu universo para realizar um filme mais convencional: uma comédia romântica. O diferencial de “Pagando Bem, Que Mal Tem?” é exatamente a sua ambientação no universo pornográfico. Na trama, Zack (Seth Rogen) e Miri (Elizabeth Banks) são amigos de longa data que passam por problemas financeiros e, para resolvê-los, têm a ideia de realizar um filme pornô caseiro. Assim como em “Da Cama Para a Fama”, a ideia de pessoas comuns às voltas com uma produção pornô é utilizada para gerar humor. Mas se no filme espanhol existia um fundo político e de sátira social, aqui as ambições de Smith são mais modestas, seguindo fórmulas já estabelecidas pelas comédias românticas, à medida em que o casal de amigos começa a desenvolver sentimentos mais profundos um pelo outro durante o processo de gravação do filme caseiro.

O filme se favorece da boa química entre Rogen e Banks, além do ótimo elenco coadjuvante, com destaque para Craig Robinson. Outro ponto a favor do filme são os diálogos rápidos e repletos de referências à cultura pop, marca registrada de Smith. A tentativa do grupo em realizar uma paródia erótica de “Star Wars” é engraçadíssima. O longa ainda conta com a participação de atrizes pornôs da vida real, como Traci Lords e Katie Morgan.

9) Censura Máxima (Rated X) – Dir. Emilio Estevez – 2000
CensuraMaximaOs irmãos Jim e Artie Mitchell foram dois dos principais nomes da produção pornográfica norte-americana da década de 70. Estudante de cinema, Jim resolveu se juntar a seu irmão para produzir filmes eróticos baratos, para que eles pudessem financiar seus projetos “sérios” e de arte. Responsáveis pelo clássico “Atrás da Porta Verde”, com Marilyn Chambers, os irmãos Mitchell alcançaram um enorme retorno financeiro e, assim, como grande parte das histórias reais envolvendo nomes da indústria pornográfica, esse sucesso foi banhado pelo excesso (drogas, mulheres, dívidas, problemas com a polícia), colocando os irmãos no meio de uma espiral de cobiça e ganância. Essa espiral terminou em tragédia quando, em 1991, Jim foi preso por assassinar seu irmão Artie. Jim seria libertado em 1997 e faleceria 10 anos depois, em decorrência de um ataque cardíaco.

A história trágica dos irmãos Mitchell virou livro nas mãos do escritor David McCumber, intitulado “Rated X”. No início da década de 90, Sean Penn demonstrou interesse em dirigir uma versão cinematográfica do livro de McCumber, estrelada por Jack Nicholson e Robert de Niro, mas o projeto não foi adiante. Outra tentativa de levar a história para as telas veio dos irmãos Alec e William Baldwin, que não conseguiram levantar dinheiro para financiar o longa. Em 1999, o canal pago Showtime resolveu produzir o longa, estrelado por Charlie Sheen. Sheen só aceitou o papel com a condição de que seu irmão, Emilio Estevez, atuasse e dirigisse o longa. Em 2000, o filme foi lançado na TV dos EUA e nos cinemas em alguns outros países. Os irmãos Sheen e Estevez, trabalhando juntos pela quinta vez, apresentam um bom desempenho como os Mitchell, tendo inclusive raspado suas cabeças para ficarem com o visual careca dos biografados.

10) Intermediário.com (Middle Men) – Dir. George Gallo – 2009
Intermediario (650x322)Com o advento da internet, a pornografia encontrou um novo nicho e uma maneira muito mais barata para distribuir suas produções, através dos sites pornográficos. “Intermediário.com” é baseado na história real de Christopher Mallick, um empresário especialista em cobranças pela internet, que se alia a dois jovens cineastas do mundo pornô para criar o primeiro website pago do gênero. Mallick foi acusado de desviar milhões de dólares de seus clientes do sistema de pagamento Paycom e ePassport para financiar a produção dos filmes eróticos.

A história foi adaptada para as telas – alterando o nome de todos os envolvidos – pelo diretor George Gallo, trazendo um elenco encabeçado por Luke Wilson, James Caan e Giovanni Ribisi. Apesar de toda a ficcionalização dos fatos e de diversos exageros do roteiro, o filme tem seu valor por abordar o momento atual da pornografia, em que o fácil acesso através da internet torna-se cada vez mais rentável, além de gerar um público viciado no conteúdo virtual.

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Leonardo Ribeiro

Leonardo Ribeiro

Redator publicitário desde 2007 e cinéfilo desde sempre. Um devoto de São Hitchcock, que tenta unir o prazer de escrever ao prazer de discutir e analisar a sétima arte. Facebook: https://www.facebook.com/leo.sp.ribeiro Twitter: @leospribeiro

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