Fechar Menu [x]

O Que Aconteceu Um Dia Após O Atentado 11 De Setembro?

*Destaque-Home | Audiovisual 16/03/18 - 10h Cult Cultura

31-12-herois-clids-ursulino

No dia 11 de setembro de 2001, o mundo inteiro assistiu a cenas que nunca seriam esquecidas. A imagem das torres do World Trade Center sendo atingidas por aviões sequestrados por terroristas e todo o desespero em volta daquela situação marcariam, para sempre, a história não só dos EUA, mas do mundo todo. O dia em que o inatingível foi atingido. Que o intocável foi ferido. E isso tudo ao vivo para quem quisesse assistir do conforto do seu lar. Agora o que poucos sabem é que, no dia seguinte ao atentado, um grupo de 12 homens foi enviado para contra-atacar e responder às ações da al-Qaeda, sendo a primeira tropa norte-americana enviada ao Afeganistão, como uma espécie de Apolo 11 nessa guerra ao estado islâmico. E é disso que “12 Heróis”, segundo filme dirigido pelo jovem cineasta dinamarquês Nicolai Fuglsig, trata.

poster (1)Baseado no livro “Horse Soldiers”, de Doug Stanton, a obra estrelada por Chris Hemsworth, Michael Shannon e Michael Peña, é uma coleção de outros filmes juntados em um só. Não é de hoje que o gênero (se é que é um gênero) “filmes de guerra” sofre desse mal: a falta de originalidade, tendo diversos pontos que te deixam com aquela sensação de “mas eu já vi isso em [insira aqui o filme de guerra]”. Assim, de cabeça, poucos filmes com temática de guerra me chamaram atenção nos últimos anos, podendo citar “Dunkirk”, “Até o Último Homem” e, se estiver num dia sem muitas exigências, “Corações de Ferro”. Três filmes acima da média ou, no mínimo, bons dentre os muitos feitos (vou chutar algo entre 20 e 10 filmes nos últimos dez anos) não é um bom índice para o gênero e, por isso, não acho que “12 Heróis” será um filme com grande relevância, pelo menos fora de seu país de origem, tanto para a temática de guerra quanto para os filmes de ação no geral.

As cenas de ação são intensas e longas, mas não são muitas. O desenvolvimento das mesmas, porém, merece destaque. Algumas explosões parecem um tanto quanto pequenas comparadas ao normal (e esperado) de filmes, mas, no final do dia, é uma dança bem coreografada que fica especialmente bonita na telona. E é basicamente isso o melhor que o filme tem a oferecer. Atuações sólidas, porém, nada além do esperado, inclusive do grande Michael Shannon (de quem sou fã), muito devido ao roteiro reservado aos atores coadjuvantes que não consegue se aprofundar e utilizar, de forma criativa, todo o alcance e leque dos talentos como Shannon e Trevante Rhodes. A grande surpresa nas atuações, em minha opinião, foi o grande trabalho de Navid Negahban como o General Dostum, responsável por acompanhar as forças americanas enquanto essas estão em território afegão. Grande parte dos pontos fortes do filme podem ser creditadas a atuação desse cara aí!

A questão estética do filme segue o roteiro: arenosa e nada de surpreendente. Nada para se ver aqui! Circulando…
O filme tem o seu valor e possui, obviamente, um apelo sentimental e emotivo visto às proporções das atitudes que motivaram essa excursão das forças especiais norte-americanas retratadas na película, mas não sei… No final, é um apenas um filme de guerra que exalta um certo povo que vocês bem imaginam de quem eu estou falando. Vale assistir? Sim. Você vai querer assistir novamente? Pouco provável.

O filme tem estreia prevista para o dia 29 de março nos cinemas brasileiros. Veja o trailer aqui:


Euclides

 

Por Clids Ursulino. 30 anos. Música, cinema, futebol e política. E o que mais aparecer entre um café e outro.

Tags: , , , ,