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127 Horas

Audiovisual 08/09/11 - 12h Cult Cultura

O Diretor Danny Boyle é extremamente atraído por histórias de superação e é perito em contá-las de uma forma bem peculiar. Foi assim que venceu o Oscar 2009 com o filme Quem Quer Ser Um Milionário? — Melhor Filme e Melhor Diretor —, narrando uma belíssima história de amor, mostrando toda a superação do casal protagonista, que conseguiu sobreviver às atrocidades cometidas em um dos países mais belos e miseráveis do mundo, a Índia.

O último filme de Boyle, que também concorreu ao Oscar de melhor longa, é 127 Horas. Baseado em fatos reais, o filme narra a trajetória de Aron Ralston (James Franco), um alpinista aventureiro que em um de seus passeios, realizado em Abril de 2003, em Utah, se viu em uma das situações mais complicadas pelas quais uma pessoa pode passar.

Em uma das fendas do cânion, Ralston escorrega e uma pedra prensa o seu braço. Resultado: 5 dias aterrorizantes até o desfecho conhecido (ou previsível para quem não conhece a história verídica). O drama mostra uma bela história de superação de vida, mas vai além, exibindo questionamento morais pelos quais passamos diariamente.
Atender aos telefonemas da mãe antes ao sair de casa, dizer o que sente para alguém com quem se está relacionando, entender que somos frágeis diante da natureza, dar valor a comida e a água etc. Esses são uns dos muitos “conselhos” morais que 127 Horas propicia.
O primeiro terço do filme é uma espécie de “siga as pistas para descobrir o que vem por aí”. Com uma fotografia excelente, as cenas de apresentação do cânion dão a magnitude de como a natureza é extremamente poderosa. Após o incidente, a agonia e o sofrimento tomam conta do espectador, que sofre junto com Franco, que apresentou atuação sólida e madura. As digressões do personagem, que ocorrem enquanto ele tenta se libertar vão abrindo espaço para seus arrependimentos, tornando aquele martírio uma espécie de auto penitência. No auge de sua dor emocional e física, Ralston resolve tomar uma atitude drástica, que acabou por mudar sua vida.

Uma das coisas que mais chama a atenção no filme é o fato de que deixamos de fazer uma porção de coisas, como um telefonema e uma palavra amiga, mas hoje em dia não largamos de nossas câmeras fotográficas, celulares e qualquer aparato eletrônico que possa registrar todos os momentos de nossas vidas. O mesmo aconteceu com Ralston. Ignorou uma série de ações, deixou para trás objetos “importantes” — que são mostrados de forma até exagerada —, mas a câmera esteve a todo o momento consigo. As horas mais sofríveis e torturantes que ele passou foram registradas e isso foi bem explorado no longa.

127 Horas é um bom filme. Tenso, esteticamente belo, emocionalmente empolgante. No entanto, por se tratar de uma história verídica e conhecida, já vem carregada de julgamentos e preceitos que o próprio diretor demonstrou ter. O que aconteceu em Abril de 2003 com Aron Ralston é surpreendentemente envolvente. Porém, é preciso ressaltar que ele é uma pessoa de carne e osso e não um super-herói. É, antes, um testemunho vivo de que a vida é feita de acertos, erros, arrependimentos, escolhas e do inesperado, que no caso dele veio de quem mais amava: a natureza. Em DVD.

Assista ao trailer:

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Por Leonardo Cássio

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