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3 Produções #GirlPower Que Você Não Pode Perder Esse Mês

Artes e Espetáculos | Audiovisual | Slider | Thais Polimeni 08/01/18 - 05h Thais Polimeni

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Começando a leva de posts de 2018 levantando a bandeira da sororidade, da tolerância e da empatia, sim!

Aqui vão minhas dicas pra encher seu coraçãozinho de amor:

1. Fala Sério, Mãe!
Já falei por aqui que, desde Logan (leia aqui sobre o filme), minha sensibilidade está à flor da pele. Eu, que não era de chorar, hoje choro na maioria dos filmes aos quais assisto, e com “Fala Sério, Mãe” não foi diferente. Um filme produzido pela Ingrid Guimarães, inspirado no livro homônimo da Thalita Rebouças, em que ambas atuam… Ah, melhores pessoas! Com Larissa Manoela como protagonista, que interpreta a filha da personagem da Ingrid Guimarães, “Fala Sério, Mãe!” fala sobre relação entre mãe e filha e tudo o que circunda essa intimidade: irmãos, adolescência, primeiro beijo, namoro, amizade, viagens, separações, trabalho, aula de teatro, etc.

É engraçado perceber que a gente virou adulta quando, em filmes assim, nos vemos mais na personagem de mãe do que na de filha (apesar de nos identificarmos com as duas em muitos momentos). O carinho e a cumplicidade construídos pelas atrizes é tão real que é impossível não se emocionar em pelo menos uma cena. Se dá vontade de ser mãe de menina depois de ver o filme? Dá. Principalmente se o seu relógio biológico estiver apitando. Por outro lado, não pense que “Fala Sério, Mãe” é aquele tipo de filme caga-regra (com o perdão da expressão), que acha que a mulher só é feliz se for mãe. Não. O roteiro tem o cuidado de mostrar que a mulher pode ser feliz do jeito que ela quiser, dentro ou fora dos padrões impostos pela sociedade. É uma excelente opção pra quem quer começar a entender o feminismo de um jeito leve, como quem não quer nada… Mas quer abraçar o mundo!

2. L, o Musical
O primeiro espetáculo que abriu minha agenda do ano foi um hino! Em “L, o Musical”, seis atrizes e quatro musicistas contam diferentes histórias que se cruzam durante variados momentos dos 23 anos apresentados na dramaturgia.

A primeira coisa que me chamou a atenção foi a banda, somente composta por mulheres. Com o acompanhamento das instrumentistas, as atrizes brilhantemente cantam ao vivo músicas que ficaram conhecidas graças às suas intérpretes oficiais. Geralmente falamos da falta de representatividade feminina em diversos setores da sociedade e o lugar-comum é pensar que, em cultura e arte, esse problema não existe. Basta um olhar mais atento, que podemos perceber a pequena quantidade de mulheres que compõe as bandas. Durante a coletiva do filme “Elis” (leia aqui nosso post sobre o longa), foi questionado o desequilíbrio entre a quantidade de personagens femininos e masculinos e a justificativa do diretor foi que o meio musical é muito masculino, mesmo. Constata-se que, em mais de 35 anos, esse quadro ainda não foi corrigido.

PL__9222Indicado para maiores de 16 anos, “L, o musical”, aborda, de forma descontraída, temas um pouco mais profundos do feminismo, como liberdade sexual, identidade de gênero e estupro corretivo. Em uma das cenas, reproduz-se parte do espetáculo “As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant”, do alemão Rainer Werner Fassbinder, encenado em 1982 no Brasil, com Fernanda Montenegro, Renata Sorrah, Rosita Thomas Lopes e Juliana Carneiro de Cunha no elenco, que discutia o amor entre mulheres.

Além do tema de gênero, “L, o Musical” foca no protagonismo negro de forma subjetiva, com Elisa Lucinda e Ellen Oléria nos papéis principais: “Os corpos de Elisa e Ellen no palco trazem em si um poderoso discurso político mobilizador. Esse pretagonismo, como batizou Elisa, abala o racismo estrutural, que naturalizou a não presença de atrizes negras no centro do palco em personagens vitais para a trama“, esclarece o diretor e dramaturgo Sérgio Maggio.

Depois de duas temporadas bem sucedidas em Brasília e no Rio de Janeiro, “L, o Musical”, segue em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo (Rua Álvares Penteado, 112 – Centro) até o dia 26 de fevereiro de 2018, às sextas, aos sábados e às segundas-feiras, às 20h, e aos domingos, às 18h, no valor de R$20,00 (inteira) e R$10,00 (meia-entrada), com venda pelo site eventim.com.br.

3. Kabule
Para os órfãos das baladinhas da rua Pedro Taques, o ano de 2018 começa com o reencontro do Kabul, batizado de “Kabule 2018“. A parceria de sucesso entre o empresário Marcos Paulo (Kabul) e o bar e restaurante Al Janiah lotou o espaço no final de 2017, e agora reabre a agenda de shows de 2018 com uma linda programação de protagonismo feminino, com Beta Andreoli como produtora.

A partir das 21h deste sábado, 13 de janeiro, o Kabule 2018 começa com uma atração promovida pela produtora executiva Carol Tavares, da Jazz House: o Encontro de Compositores. O encontro acontece até as 22h30 no piso superior do Al Janiah, onde você pode pedir os deliciosos pratos palestinos para acompanhar esse incrível networking de compositores.

Depois do encontro, inicia-se a discotecagem da DJ Paula Z, da festa Samabaia, que agita a pista do Al Janiah até as 00h30, quando entra a vocalista Livia Nolla com sua Banda Elástica até as 3h da manhã. Confira a playlist da festa aqui no Spotify.

Se você ainda não se convenceu de que a primeira (ou segunda, dependendo do seu pique) do ano tem que ser o Kabule, aqui vai uma informação cheia de amor pra 2018: nove dos 20 funcionários do Al Janiah são refugiados de Yarmouk, na Síria. Ou seja, comida tradicionalíssima, pessoas do bem e diversidade cultural transbordando

A entrada é R$15,00 e o Al Janiah está disponível para reservas de aniversário pela FanPage do bar. Rua Rui Barbosa, 269.
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BOOOONUS TIIIME!
O documentário “Todas As Meninas Unidas, Vamos Lá!” ficou em cartaz durante duas semanas no Espaço Itaú de Cinemas e, espero que em breve, esteja disponível nas plataformas de streaming. Com depoimentos e imagens coletadas no acampamento “Girls Rock Camp Brasil” de Sorocaba, o filme é um incentivo para que as pessoas percebam que não há barreiras de gênero para seguir qualquer profissão ou adquirir um hobby.

Idealizado nos Estados Unidos, o projeto “Girls Rock Camp” tem como foco principal o empoderamento feminino por meio de atividades que envolvem música, arte e cultura urbana. No documentário, são apresentados depoimentos dos instrutores, das campistas e de seus familiares, que contam como as aulas de voz, instrumentos musicais, e outras dinâmicas e oficinas ajudaram a perceber que as meninas podem ser o que elas quiserem, e que mulheres não são concorrentes, e sim amigas.

O Girls Rock Camp Brasil existe há 5 anos e é pioneiro na América do Sul. Para saber mais, acesse o site www.girlsrockcampbrasil.org.

Veja abaixo o trailer do documentário:

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