Fechar Menu [x]

A Autópsia, O Mais Recente Suspense de Øvredal

Audiovisual 05/05/17 - 10h Cult Cultura

84-a-autopsia

Sendo fã de filmes de suspense, tento não criar grandes expectativas com os novos lançamentos. A grande maioria dos últimos filmes do gênero me pareceram, citando Chuck Palahniuk em seu livro “Clube da Luta”, a cópia da cópia de uma cópia. E nada pior do que assistir a uma nova obra que não traz aquela sensação de frescor de estar realmente assistindo algo novo. Em “A Autópsia”, tive minha primeira surpresa do ano nesse campo do thriller/ suspense.

O filme do diretor norueguês André Øvredal (que nos deu o excelente “O Caçador de Trolls”) conta a história de Tommy (Brian Cox) e Austin (Emile Hirsch), pai e filho que trabalham juntos em um necrotério e crematório na Virgínia, quando recebem o corpo de uma jovem encontrada num porão de uma casa onde um múltiplo homicídio teve cena. Até aí, temos o velho cenário do “tudo está bem até que deixe de estar” e assim o filme começa a ganhar o espectador.

Durante a autópsia para definir a causa da morte, eles se deparam com estranhos acontecimentos e começam a questionar com o quê estão realmente lidando. O filme, que é curto (86 minutos), não nos deixa esperando pelo próximo susto e com certeza não deixa pontas soltas. Tudo é bem desenvolvido, algo que, ultimamente, as películas do gênero acabam por deixar devendo. Sempre gostei de filmes que conseguem se segurar com poucos personagens e esse não foge à regra, pois os dois atores principais dominam a história durante grande parte dela, com atuações interessantíssimas. A atmosfera criada pelo diretor também merece destaque, que pode fazer se lembrar de filmes clássicos do já cultuado diretor John Carpenter ou alguns mais obscuros do lado b do terror de algumas décadas atrás.

Uma grata surpresa, definitivamente, pois, como eu disse no começo do texto, as expectativas acabam sempre batendo de frente (e sendo derrotadas) por filmes preguiçosos e que usam e abusam da trilha sonora para dar sustos com barulhos e não com cenas e criações, por assim dizer. Se você também é um fã desse estilo de cinema, com certeza esse é um filme para você; se você não é, eu daria a sugestão de, ainda assim, tentar absorver o filme, pois existem grandes chances de se surpreender. E como o personagem Austin diz nos primeiros minutos do filme, um corpo é apenas um corpo”. Ou será que pode ser mais que isso?

EuclidesClids Ursulino. 29 anos. Música, cinema, futebol e política. E o que mais aparecer entre um café e outro.

Tags: , , , , ,