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A Nova Geração De Filmes De Horror

Audiovisual 14/06/17 - 10h Cult Cultura

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Ao sair do cinema, ouvi uma pessoa perguntando para a outra: “você gostou?”, e a resposta foi: “ainda estou processando”, e isso me fez pensar mais ainda no que eu havia acabado de assistir. “Ao Cair da Noite” não é aquele tradicional filme de terror que você vai tomar os seus sustos e acabar por rir de si mesmo depois de cada um deles. Ele segue algo que parece como uma nova tendência para os filmes de horror desse novo século (assim como o maravilhoso “A Bruxa”, de 2015), que é incomodar, criar uma atmosfera de tensão que, mesmo de fora, você pode sentir no ar.

O cineasta Trey Edward Shults (no seu segundo trabalho como diretor) conseguiu, com muito sucesso, construir o ambiente perfeito de um mundo pós-apocalíptico onde uma família se vê ameaçada por circunstâncias não naturais e tenta chegar até o dia seguinte. Desde a primeira cena do filme, fica claro que o verdadeiro inimigo é o medo e a paranoia. As atuações estão brilhantes e, assim como a incrível fotografia, ajudam a levar o filme até onde o diretor quer que ele chegue. Claro que nem tudo é perfeito e sempre vamos querer algo a mais aqui e ali, mas, nesse caso, depois do que é entregue no final do filme, acabamos relevando a falta que talvez fôssemos sentir.

Definitivamente, “Ao Cair da Noite” não é um filme para todos e isso é compreensível. Por favor, não me julguem: eu amo praticamente todas os estilos de filme de horror! Desde aqueles com um brinquedo de meio metro de altura e uma faca os que deixam mais perguntas que respostas, como é o caso de “Ao Cair da Noite”. Confesso que muito me agrada a direção que os filmes do gênero estão tomando. Com certeza, irei acompanhar de perto a carreira de Shults. Tudo indica que ótimos filmes sairão da mente desse diretor.

EuclidesClids Ursulino. 29 anos. Música, cinema, futebol e política. E o que mais aparecer entre um café e outro.

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