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#ApostaCult: A Discussão do Papel Feminino nos Games em “Tropes vs Women”

APOSTACULT | Audiovisual | Cultura Digital | Leonardo Cássio 29/09/16 - 05h Leonardo Cassio

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A seção #ApostaCult tem como objetivo principal levar até você, leitor, artistas e projetos que acreditamos que terão sucesso ou causarão impacto transformandor na área cultural. É o caso da série “Tropes vs Women“, encabeçado pela pesquisadora canadense Anita Sarkeesian, do videoblog feminista Feminist Frequency.

O Feminist Frequency (fundado em 2009) analisa itens da cultura pop sob a perspectiva feminista, relatando visões machistas, misóginas e sexistas, buscando romper estereótipos aplicados ao sexo feminino. Com uma equipe toda composta por mulheres, o FF ganhou notoriedade mundial e começou a inovar em sua produção de conteúdo, chegando ao Tropes vs Women.

A série apresenta vídeos que analisam o papel da mulher em jogos de videogame, buscando a desconstrução de clichês e um protagonismo genuíno de personagens femininas nos games, universo conhecido pela prevalência masculina heterossexual branca, com inúmeros casos de machismo. Um deles, aliás, sofrido pela própria Anita que, ao colocar uma campanha de arrecadação de recursos no ar para produzir a citada série, sofreu uma notória perseguição virtual. Contas falsas na internet foram criadas para disseminar mentiras sobre ela, além de receber ameaças de estupro e morte, chegando ao ponto de ter que cancelar uma palestra em uma universidade após receber ameaças de um bombardeio no local por conta de sua presença.

Trope é um termo em inglês que remete a um recurso narrativo literário utilizado de forma repetitiva. Não é um clichê, mas pode ser considerado, em alguns casos. Exemplo: Príncipe que inicia sua jornada para salvar a princesa. Isso é um trope, pois é uma narrativa largamente utilizada. Outro trope: Herói derrotar um vilão e ficar com a garota. Comum, fácil, batido. Mais um: Alienígenas invadem o planeta e exército americano se une para expulsá-los. Deixa de ser trope justamente a história que não usa uma premissa básica batida, invertendo paradigmas estabelecidos. Nos games, há diversos tipos de tropes: princesa salva pelo Mario Bros ou lutadoras hipersexualizadas em jogos como Street Fighter V, que deu o que falar com a criação de Laura, personagem brasileira.

O FF tem 217 mil inscritos no Youtube e vídeos como “Damsel in Distress: Part 1” (acima do post) possuem mais de 2 milhões de acessos. Luxo.

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