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Avatar

Audiovisual | Thais Polimeni 25/01/10 - 07h Thais Polimeni

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Quando assisti ao trailer de Avatar, não fiquei com a menor vontade de ir ao cinema, pois achei que fosse apenas mais um filme de ação com muitos efeitos especiais.

Mas no começo do ano, eu estava tendo uma conversa filosófica com uma amiga e ela sugeriu que eu assistisse ao filme, pois ele não era só plasticamente impecável, como também a temática era interessantíssima, utilizando-se da mitologia para explicar o surgimento do mundo.

Então fui assistir à versão 3D de “Avatar” no cine Marabá, na Avenida Ipiranga. O cinema é de cair o queixo. Ele foi revitalizado há pouco tempo e, além de terem mantido a decoração original, que nos faz entrar num clima nostálgico (principalmente pra quem frequentava as salas de cinema do centro de São Paulo, antigamente), agora conta com a tecnologia 3D. É uma união de 2 mundos. Perfeito para quem iria assistir ao Avatar.

Logo nas primeiras cenas do filme, a primeira frase do personagem principal já me fez sentir em casa. Ele falava sobre sonhos, sobre realidade, sobre algo que eu sempre pensei, desde pequena: “Será que o que eu estou vivendo agora é a vida real, mesmo, ou é um sonho? Será que o meu sonho é, na verdade, a vida real? O que é real e o que é sonho?

Avatar conta a história de uma missão à Pandora, uma lua habitada por seres diferentes dos seres humanos, e que possui uma pedra extremamente valiosa na Terra (cerca de 20 milhões de dólares o quilo). Os habitantes de Pandora são maiores que os seres humanos, sua pele é azul e possuem rabo, mas a estrutura é basicamente igual a nossa. Para que os seres humanos conquistassem o apoio dos seres de Pandora, os cientistas terrestres criaram um avatar (ser de Pandora) a partir de um gene de um habitante da Terra. Este avatar ficava incubado até atingir o tamanho de um habitante de Pandora. Para ele ganhar vida, era preciso fosse feita uma conexão entre ele e o ser humano da Terra, possuidor do gene a partir do qual ele foi criado.

E essa conexão é o que deixa o filme mais instigante: O ser humano entra em um aparelho. Ao dormir, ele estabelece uma conexão com o seu Avatar que, ao acordar, vive a vida em Pandora. Quando o avatar dorme em Pandora, o ser humano acorda no aparelho e passa a viver a vida normal em seu corpo de origem.

Parece complicado, mas é extremamente intuitivo quando estamos imersos no filme. É claro que quem assistir ao Avatar superficialmente, vai sair da sala falando que é um filme com efeitos especiais e com o roteiro de Pocahontas. Tem que ir com a mente aberta a novas possibilidades, abstrair e extrair sua essência. Vale a pena refletir sobre as conexões existentes entre nós, sobre as infinitas possibilidades da nossa imaginação e sua aplicação à realidade, em prol do bem comum.

Assista abaixo ao trailer e, caso o roteiro não tenha lhe chamado a atenção, seus olhos certamente irão brilhar com a alta qualidade da animação:

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Thais Polimeni

Thais Polimeni

Thais Polimeni é editora e uma das fundadoras do blog Cult Cultura e, ao lado de Leonardo Cassio e Daniel Ávila, é sócia-diretora da Carbono 60 - Economia Criativa. Publicitária, jornalista, paulistana, tiete e geminiana, Thais é viciada em teatro, cappuccino e wi-fi. Dizem que é descendente direta de Buda, mas na TPM, nem ela se aguenta. É colunista do Jornalirismo e tem seu alter-ego publicado aqui: facebook.com/thaisPOULAINmeni

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