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Bright E O Problema Netflix

Audiovisual | Cultura Digital 30/01/18 - 09h Cult Cultura

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Vamos admitir: Bright não é ruim como muitos estão pintando por aí. Obviamente não será um filme premiado em festivais, mas essa nunca foi a intenção. É entretenimento e, te entreter, ele irá!

A história roda em torno do personagem de Smith, Daryl Ward, um policial de uma Los Angeles e seu parceiro, o orc Nick Jakoby, interpretado por Joel Edgerton. Nessa Los Angeles, humanos e orcs vivem juntos, porém, não em completa harmonia, e isso foi o que tornou o filme interessante pra mim. É uma analogia interessante da intolerância que muitos de nós temos com o que é diferente, no caso, humanos sendo intolerantes e marginalizando os orcs apenas por serem orcs. Soa familiar, não? Ward é baleado por um orc e Jakoby não consegue capturar o suspeito, apesar de persegui-lo pelas ruas da cidade logo após o acontecimento. Isso faz Ward questionar se Jakoby é um parceiro que valha a pena ser chamado de parceiro e, assim sendo, se pergunta sobre a lealdade de seu colega de viatura.

Enquanto isso, uma caçada acontece para capturar duas elfas consideradas terroristas e em posse de uma varinha mágica que pode causar destruição se usada de forma errada. Caçada essa que não demora a chegar nos protagonistas do filme, obviamente.

Sei que esse roteiro parece algo que todos nós já assistimos em algum lugar. Esse misto de fantasia e ação policial não é exatamente uma fórmula nova no cinema e muitos dirão, inclusive, serem temas batidos e difíceis de funcionar em 2018 (ou dezembro de 2017, quando o filme estreou na plataforma de streaming), mas realmente precisa ter uma história fora da curva para ser uma diversão legal para um dia desses sem nada a fazer? Vamos analisar. Ação? Tem. Roteiro no mínimo bem escrito? Tem. Humor? Bastante. Efeitos especiais? Claro. Trilha sonora que faz jus ao ritmo do filme? Com certeza. Então qual o grande problema que os críticos tiveram com esse filme? Eu tenho um palpite.

A Netflix se tornou uma ameaça às grandes produtoras de cinema e isso não é de hoje. Vem marcando presença em premiações de TV e até chegar às premiações de cinema não deve demorar, já que, cada vez mais, mais e mais estrelas de Hollywood estão trabalhando com a produtora e isso, claro, não seria bem visto. Eu acho, sim, que existe uma espécie de “perseguição” com a nova e indesejada presença da Netflix entre os grandes lançamentos cinematográficos de 2016 pra cá. Isso pode ser tudo uma grande teoria de conspiração, mas que faz sentido, faz.

Em resumo, eu digo que nem sempre os críticos estão certos e, mesmo não me considerando crítico de cinema, também posso estar errado nesse caso, mas afirmo que Bright está longe de ser essa bagunça que a maioria vem declarando. Assista – ou não – e tire suas próprias conclusões. Afinal, ele está lá disponível para ver a hora que você quiser, então que mal pode fazer?

Euclides

Por Clids Ursulino. 29 anos. Música, cinema, futebol e política. E o que mais aparecer entre um café e outro.

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