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A Culpa é das Estrelas

Audiovisual | Cultura Digital | Literatura 02/09/14 - 08h Leonardo Cassio

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John Green é um tipo de nerd que sabe entender e se comunicar com a alma adolescente. Tarefa árdua, mas muito bem executada pelo escritor aclamado por crítica e público e que tem uma audiência na casa do milhão através de seus canais nas mídias sociais.

O bonitinho “A Culpa é das Estrelas” é seu grande best-seller. Tanto sucesso fez que ganhou as telonas este ano com bom desempenho nas bilheterias. O livro fala sobre Hazel Grace, uma simpática garota adolescente que luta contra um câncer terminal. Em uma de suas sessões de terapia em grupo, com outros jovens que tem a doença, ela conhece Augustus Waters, garoto provocativo que se sente interessado por ela. Eles vão se envolvendo e, ao se conhecerem melhor, percebem ter diferentes pontos de vista sobre o próprio estado e a doença que os assola. Os problemas com a doença, os conflitos usuais da idade, inclusive os causados pelo amor, vão sendo enfrentados à medida que se apaixonam até a vida lhes causar uma enorme reviravolta.

Own!

Parece um melodrama da Sessão da Tarde, capaz de dar diabetes nas pessoas. Mas não é! O livro, que é feito para um público juvenil, se destaca por justamente não buscar condescendência do leitor. As personagens do livro não querem piedade, dó e por isso tratam a doença com uma objetividade incomum aos adolescentes. Sofrem, claro, sentem medo, só que não apelam para a piedade alheia. Pelo contrário: afastam tanto quanto podem a – por vezes irritante – compaixão familiar e dos amigos.

Não é que as personagens sejam negativas e depressivas. Elas possuem uma tristeza inerente à condição de portadores de câncer, principalmente por terem tolhido sonhos desde cedo, e demonstram frustrações diversas. Acontece que não buscam um pedestal para se tornarem “exemplos de vida e superação”; buscam, ao contrário, aproveitar o que podem da vida e riem dos próprios problemas, sem os moralismos corriqueiros e mensagens de autoajuda de, por exemplo, novelas brasileiras.

É um bom livro, com linguagem clara e simples, escrito – e é importante frisar – para adolescentes. É adequado para esta geração peculiar, individualista, superconectada e antenada em diversas coisas. É bom para mostrar agruras de jovens com câncer, sem a pretensão de criar uma mensagem que salvará todas as pessoas que sofrem. É uma historinha bonita de amor, atual, e que impressiona mais pela sinceridade dos sentimentos do que pela dureza de se estar doente.

Quem não quiser ler o livro pode ver o filme homônimo:

Vale a pena conferir também:

A página do livro, com alguma curiosidades: www.aculpaedasestrelas.com.br;

A página do autor, em português, com outras publicações e com seus perfis nas mídias sociais: www.johngreen.com.br;

A página, em inglês, de John Green: johngreenbooks.com;

O canal no Youtube que mantém com seu irmão Hank, VlogBrothers, que tem milhões de acessos, falando de temas como Crise no Leste Europeu e Direito Autoral: www.youtube.com/vlogbrothers

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Leonardo Cassio

Leonardo Cassio

Sócio-diretor da Carbono 60 - Economia Criativa, Leonardo Cassio é publicitário, jornalista e amante da sétima arte. Lê de mangá a física quântica e tem uma tatuagem do Pearl Jam.

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