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#CultIndica: Spotless

Audiovisual | Leonardo Cássio 30/01/17 - 03h Leonardo Cassio

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Essa coisa com séries está ficando preocupante. Mal se termina a temporada de uma série e inicia-se outras duas ou três ao mesmo tempo. Vivemos tempos de epidemia de séries.

Com vários títulos bombando aqui no Brasil, desde séries como Dois Irmãos, da Globo, até as badaladas Game of Thrones, da HBO, e as dezenas de produções originais da Netflix, como Stranger Things, que ganhou ontem o prêmio de melhor elenco em série dramática no SAG Awards, e a novíssima Desventuras em Série, fica difícil procurar algo bom e que não saia com spoilers a torto e a direito. Mas nós achamos!

Spotless é uma série franco-britânica, exibida em 2015, contendo dez episódios essa primeira temporada. Criada por Corrine Marrinan e Ed McCardie, a produção conta a história dos irmãos Bastière. Jean (Marc-André Grondin) possui uma empresa em Londres que faz limpezas de cenas de crime após a polícia realizar as perícias. Com dois filhos e esposa, leva uma vida comum à classe média urbana até seu irmão Martin (Denis Ménochet) aparecer repentinamente em sua casa. Há anos que os dois não se viam e Martin estava envolvido com traficantes na França. Ao tentar ajudar o irmão com os conhecimentos que tem sobre corpos e cenas de crime, Jean e Martin acabam envolvidos com o maior chefe do crime organizado de Londres, Nelson Clay (Brendan Coyle), ficando reféns deste, que ameaça a dupla e a família de Jean. Somado a isso, há um segredo no passado dos dois que ajuda a “explicar” o tino dos dois para se envolver com a criminalidade.

A série fez um relativo sucesso na Europa e, ao desembarcar nos Estados Unidos, teve ótimas resenhas de Washington Post e Los Angeles Times, ganhando mais força ao entrar no catálogo da Netflix. Aqui no Brasil, é uma série desconhecida, mas com bom potencial de crescimento quando for lançada a segunda temporada em 2017.

Spotless é um drama com humor negro no bom e velho estilo britânico. Tem uma premissa interessante, um roteiro que ascende com relação à ação e ao desenrolar do conflito e algumas ótimas estranhices que aumentam o interesse na série.

Em contraponto, em alguns episódios há excessos de conflitos, que não ajudam no desenrolar do tema central, mas que também não prejudicam. O ponto a se observar é que a primeira temporada já entrega uma série de reviravoltas – a primeira temporada geralmente é de apresentação da história e conflito -, indo rápido em direção ao clímax e engatando um novo rumo para a história, explícito no final do décimo e último episódio.

É uma série sem efeitos especiais, sem explosões e cenas de perseguição, que trabalha uma história esquisita com certo nível de tensão. Tem tudo para durar algumas temporadas e fazer sucesso mundial. Vela a pena conferir. No Brasil está disponível pela Netflix!

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