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Deadpool 2: Nosso Anti-Herói Mais Amado

Audiovisual 18/05/18 - 01h Cult Cultura

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Quando Deadpool foi lançado em 2016, o maior intuito foi resgatar o personagem Wade Wilson/Deadpool da péssima transformação das HQs para os cinemas, que havia acontecido em X-Men: Origens – Wolverine. No filme de 2009, o personagem, que Ryan Reynolds voltaria a interpretar em mais ocasiões, foi utilizado apenas como um meio para um fim. E que fim horroroso seria esse. Foi, assim como o primeiro filme solo de Logan, constrangedor e totalmente esquecível.

Mas as coisas mudariam (para muito melhor) na primeira adaptação do anti-herói favorito (pelo menos agora e pelo menos por enquanto) de muitos fãs da Marvel. O primeiro longa foi tudo que se esperava de um filme do Vermelho: ação contínua, humor grosseiro (no bom sentido) e afiado e sangue espalhado por toda tela. Como agradou aos fãs dos quadrinhos e também a parte do público não tão familiarizada com a história do Deadpool, a lógica era o filme ganhar uma ou mais continuações, o que, obviamente, aconteceu.

Deadpool 2 - PôsterDeadpool 2 segue a receita do primeiro filme, só que eleva tanto a ação quanto o humor (e o sangue também) para um novo nível. Ryan Reynolds é muito bom quando interpreta um personagem parecido com o que ele é na vida real e Wade Wilson é basicamente… o próprio Ryan Reynolds, nos trejeitos que conhecemos do ator em entrevistas ao humor ácido e, muitas vezes, exagerado. É como se o ator tivesse nascido para colocar a máscara de Deadpool, tanto que, além de interpretar o protagonista, ele também foi um dos responsáveis pelo roteiro do filme, o que só comprova minha teoria sobre a relação entre personagem e pessoa.

O segundo longa do malvado favorito da Marvel conta o início da X-Force, o time que Deadpool reúne para chamar de seu X-Men, uma versão, segundo ele, sem gênero (e sem escrúpulos) do time de mutante do Prof. Xavier. E aí o filme começa a jogar várias participações e introduções de novos personagens, o que foi uma aposta perigosa, porém, bem executada, então é mais uma vitória para o Vermelho. Perigosa porque a gente sabe muito bem como pode dar errado a criação de uma equipe em apenas um longa (alô, Esquadrão Suicida!), mas o filme, em suas quase 2 horas de duração, entrega o serviço. A principal introdução na franquia é o personagem Nathan Summers, o Cable, interpretado por Josh Brolin. A dupla Cable e Deadpool é um dos fatores que faz com que o filme funcione, pois a química entre os atores e a relação que se desenrola no filme é incrível e, por si só, já basta a ida ao cinema. Cable é um soldado vindo do futuro com uma missão, e sua história também é bem contada na produção. Deadpool é uma sequência (inesperada) de acertos e Cable acaba sendo mais um gol para a franquia.

Em resumo, Deadpool 2 é tudo que os fãs pediram e um pouco mais. Os efeitos (que podem se tornar os maiores vilões de filmes de herói) são um dos melhores no universo cinematográfico da Marvel e, somando à ação ininterrupta e a comédia sem rabo preso, entregam um dos filmes mais divertidos de 2018 até então. O filme estreou ontem (17 de maio) e está espalhado nas salas de cinema de todo o país. Vá e dê o amor que o mercenário pede (e merece)!

Nota da editora: Lembrando que a classificação indicativa é 18 anos. Menores de idade, mesmo acompanhados, não poderão ver o filme nos cinemas (o que tem causado indignação por alguns pais e responsáveis. O que você acha disso?)

Euclides

Por Clids Ursulino. 30 anos. Música, cinema, futebol e política. E o que mais aparecer entre um café e outro.

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