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Mais Uma Obra De Arte De Nolan Nos Cinemas

Audiovisual | Slider 11/08/17 - 10h Cult Cultura

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2017 estava sendo um ano perto do comum para o cinema. Alguns bons filmes, poucos ótimos e muitos que serão esquecidos em breve. Como já é de praxe, o cineasta Christopher Nolan mudou a história com mais uma obra de arte.

Poucos filmes são capazes de segurar e fazer valer o hype na hora do vamos ver, e “Dunkirk” acabou por superar a expectativa que o rondava. O filme conta a história de 400 mil soldados britânicos e franceses, aliados do exército belga, que são cercados por alemães na cidade de Dunkirk e agora lutam para sobreviver aos ataques aéreos que sofrem enquanto se concentram em uma praia à espera de um resgate que cada vez parece menos provável. O filme é dividido por 3 pontos de vista, cada um seguindo a sua própria linha de tempo, o que pode acabar confundindo algumas pessoas durante a experiência. Esses 3 pontos de vista são: o molhe (onde os soldados aguardam o resgate), o ar (onde é dado o suporte aéreo para defesa dos soldados concentrados no molhe) e o mar (onde vemos uma movimentação de civis convocados para auxiliar no resgate dos soldados).

Nolan, como já é de costume, trabalhou com rostos conhecidos de seus outros trabalhos, como Tom Hardy e Cillian Murphy mas os destaques são os rostos “desconhecidos” que tomam conta de todas as cenas que participam. Jovens atores como Fionn Whitehead, Aneurin Barnard e Harry Styles (leia aqui nossa indicação do primeiro álbum do garoto) desempenham seus papeis da melhor forma possível. Com diálogos pontuais, vemos todo o potencial dos 3 e das outras caras novas se desenvolver bem em frente aos nossos olhos. São performances poderosas que ditam o ritmo do filme e te trazem mais pra perto de todo o caos e tensão que imperavam durante essa batalha, que aconteceu no período da Segunda Guerra Mundial.

Enquanto assistia, ia contando mentalmente as categorias do Oscar que eu aposto que esse filme será indicado (e provavelmente levará algumas estatuetas pra casa). O lado técnico do filme é afiadíssimo, como já era de se esperar de uma obra de Nolan. Cada cena poderia facilmente ser uma fotografia premiada ou um quadro celebrado em alguma galeria por aí. Temos a assinatura de Nolan por toda a obra e isso só reforça a ideia de que, hoje, ele é um dos maiores cineastas em atividade em Hollywood. Desde seus primeiros trabalhos, o lado artístico não foi esquecido e Dunkirk não é uma exceção. Como já é conhecido de quem é familiarizado com o trabalho de Nolan, muitas cenas que normalmente seriam feitas por computação gráfica são feitas na raça, como o diretor gosta. É cinema na sua mais grandiosa forma, é potente, é denso, marcante. Poderia ficar por linhas e linhas desse texto colocando mais e mais adjetivos para essa maravilha cinematográfica, mas não é necessário, o filme fala por si mesmo. Destaque também para a trilha sonora (mais uma vez) impecável de Hans Zimmer que traduz em sons todo o ambiente vivido pelos jovens soldados que lutavam por suas vidas. É com certeza um dos grandes eventos do ano no cinema e fortíssimo candidato para premiações futuras.

Euclides

Por Clids Ursulino. 29 anos. Música, cinema, futebol e política. E o que mais aparecer entre um café e outro.

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