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E agora, aonde vamos?

Audiovisual 21/11/12 - 03h Cult Cultura

eagora

Depois de um recesso forçado de 6 dias que eu aproveitei pra finalizar alguns projetos e fazer programas light como tomar café com as amigas, conhecer as maravilhas das promoções do Outlet Premium, visitar o Museu do Ipiranga e ir à Gambiarra, nada melhor que finalizar o calendário com um cineminha.

Fui assistir ao “E Agora, Aonde Vamos?” nessa terça-feira-com-cara-de-domingo, final de feriado megaprolongado, que deixou qualquer paulista mais confuso do que o normal. Estávamos em dúvida entre 3 filmes: “A Arte de Amar”, “Argo” e “E Agora, Aonde Vamos?” e eu, como uma boa geminiana indecisa, deixei para minha amiga escolher. Tudo bem que ela também é geminiana (e com ascendente em Gêmeos), mas não vem ao caso.

E foi uma óóótima escolha. “E Agora, Aonde Vamos?” é uma coprodução entre Líbano, França, Egito e Itália, com direção de Nadine Labaki, que também atua no longa como a dona do café do vilarejo. A história acontece em uma pequena comunidade do interior do Líbano, em uma época em que cristãos e muçulmanos viviam em conflito por todo o país. O vilarejo, porém, mantinha a paz, demonstrada, por exemplo, através da amizade entre o padre e o imã, e com mesquita e igreja localizadas bem próximas.

Apesar do clima de fraternidade entre os adeptos das duas religiões, algumas situações levaram ao início de diversas brigas entre eles, que poderiam resultar em grandes conflitos e centenas de mortes. Prevendo essa possível tragédia, as mulheres do povoado decidiram mudar o curso natural da história. Usando a criatividade, a mente aberta, o humor e livrando-se de qualquer sentimento de posse em nome de um futuro de paz, as mulheres promoveram tal mudança de forma leve, sem sequer os homens perceberem.

O roteiro apresenta um conteúdo riquíssimo, que rende reflexões para muitas horas de café com temas que podem ir desde as formas de governo até o feminismo, passando por religião, poder, gramática (onde vamos ou aonde vamos?), mídia, amor e educação.

Refletindo sobre um desses temas, me lembrei de um pensamento antigo, que muito tem a ver com o filme. Eu sempre ouvi falar que “não há aprendizado sem dor”. Muita gente leva isso para a vida toda como uma verdade universal e acaba não só sofrendo conscientemente, como também faz os outros sofrerem. Indo na contramão da maioria, sempre acreditei que é possível aprender com amor. E fiquei feliz de ver que “E Agora, Aonde Vamos?” confirma, sem clichês, esse poder. O poder do amor.

Por Thais Polimeni

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