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Eles Voltaram: Jurassic World Nos Cinemas!

Audiovisual 18/06/18 - 04h Cult Cultura

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Vinte e cinco anos atrás, no dia 25 de junho de 1993, estreava “Jurassic Park”, a nova empreitada do já celebrado diretor Steven Spielberg. O filme, adaptado do livro de Michael Crichton, lançado em 1990, foi um marco no cinema dos anos 90: efeitos visuais incríveis para a época (e que até hoje impressionam), trilha sonora do incrível John Williams e boas atuações de todo o elenco levaram o “Parque dos Dinossauros” ao topo da bilheteria, sendo o filme mais assistido na história (até então). De lá pra cá, a franquia se tornou um fenômeno da cultura pop, como muitos outros filmes de Spielberg, como “E.T – O Extraterrestre”, “Tubarão”, a saga Indiana Jones e tantos outros. Goste ou não de Spielberg, o apelo popular do cara dificilmente falha.

Jurrasic-World-Reino-Ameacado-Clids-UrsulinoAgora, 2018, chega aos cinemas o quinto filme da franquia, “Jurassic World: Reino Ameaçado”, continuação direta de “Jurassic World”, de 2015. Segundo da nova etapa da franquia, Jurassic World: Reino Ameaçado se passa novamente na Ilha Nublar, anos após os acontecimentos do filme de 2015. A ilha, agora abandonada, é habitada livremente pelos dinossauros desde os acontecimentos do filme anterior, até que a erupção iminente do Monte Sino, vulcão até então inativo da ilha, traz de volta Chris Pratt e Bryce Dallas Howard, repetindo os papeis de Owen Grady e Claire Deaning, dessa vez com a missão de salvar os dinossauros da aniquilação vulcânica, especialmente Blue, a velociraptor criada por Owen desde o seu nascimento, considerada uma prioridade, por sua velocidade e inteligência.

O roteiro é simples (e talvez familiar para alguns) como a grande maioria dos blockbusters desse novo século, porém, o filme acerta em pontos que o anterior falhou em ao menos tentar. Os personagens, agora mais humanos e próximos da realidade, buscam entender, em meio aos acontecimentos e ao cenário em que se encontram, a linha em que a ética acaba e o complexo de Deus do homem começa. Quais são as consequências de trazer animais, antes extintos, de volta à vida apenas para o seu próprio benefício e sua realização pessoal? Esse, com certeza, é o ponto alto do filme, que pode ser, inclusive, traduzido para outras tantas coisas do nosso mundo, esse aqui, o real, onde você e eu estamos enquanto eu escrevo esse texto e você o lê.

Claro, existem também pontos fracos e você provavelmente será testado em alguns momentos dessas mais de duas horas de filme, mas nada que seja tão difícil de tolerar como alguns momentos do primeiro Jurassic World (e do terceiro Jurassic Park que, francamente, foi bem abaixo do esperado). Você vai encontrar um ritmo mais arrastado e talvez até mais embolado dentro do roteiro de “Jurassic World: Reino Ameaçado”, mas a diversão não chega a ser comprometida. Pelo contrário, quando o filme volta a engatar e deixa de engatinhar, você acaba esquecendo que estava entediado com certos diálogos que aconteceram nos 5 minutos anteriores.

Se essa é a nova direção que a franquia vai tomar (e pode acreditar: terá outros filmes), eu afirmo: estamos aqui para isso. Os momentos dramáticos e a ação espetacular finalmente voltam a funcionar no mundo dos dinossauros, que deram as caras lá no começo dos anos 90, e “Jurassic World: Reino Ameaçado”, apesar de ter certeza que não será lembrado como um dos melhores filmes de 2018, com certeza foi uma bela surpresa em tempos que fãs do lúdico dependem basicamente de heróis dos quadrinhos para buscar qualquer tipo de diversão nas telonas.

O filme estreia oficialmente na quinta-feira, 21 de junho.

Euclides

Por Clids Ursulino. 30 anos. Música, cinema, futebol e política. E o que mais aparecer entre um café e outro.

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