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#ExpressoBrasil: Conheça as Belezas e os Contrastes de Brasília

Audiovisual | Expresso Brasil | Leonardo Cássio 28/07/15 - 06h Leonardo Cassio

A capital do Brasil, Distrito Federal, ou Brasília, é uma terra de puro contraste. Nasceu sob a égide do progresso, do planejamento, e cresceu desordenadamente, sem o planejamento adequado. Nasceu para abrigar o sonho futurista do Brasil, do avanço, e hoje é vista como o local que abriga uma das classes mais mal vistas e obsoletas do país, a dos políticos.

A construção de Brasília começou em 1956, após o presidente Juscelino Kubitschek sancionar uma lei autorizando a mudança da capital federal do Rio de Janeiro para o cerrado goiano. A obra faraônica fazia parte do projeto desenvolvimentista de JK para o Brasil, que visava à entrada de indústrias e capital estrangeiro no país.

A obra, feita eminentemente – e para variar – por nordestinos, durou 4 anos, e o lançamento, em abril de 1960, teve grande repercussão por todo o país.

E para lá migrou o escritor e diplomata João Almino. Saído de Mossoró, Rio Grande do Norte, o jovem, ao chegar no DF, sofreu tamanho choque que criou uma trilogia sobre a cidade, partindo do ponto de vista de um migrante recém chegado – assim como ele.

Brasília é uma cidade artificial. Nasceu em uma terra árida, de descampados, do zero. A paisagem agressiva ganhou os traços modernos do Plano Piloto, com o Eixo Monumental voltado ao Poder Público, e as Asas, para as residências. Antevendo as necessidades urbanísticas de grandes cidades, o objetivo era que cada bloco residencial fosse autônomo, tendo escola, supermercado e outros itens de infraestrutura próprios. Deu certo, até a expansão da cidade se desordenar.

Dom Bosco, o padroeiro da cidade, previu a construção de uma grande cidade na América do Sul. Ele estava certo: o projeto de Brasília, que passou a ter os Poderes Executivo, Judiciário e Legislativo, teve como urbanista principal Lúcio Costa, Roberto Burle Marx como paisagista e Oscar Niemeyer como arquiteto.

A questão é que o principal atrativo de Brasília é a própria cidade, o diálogo entre as artes plásticas e a arquitetura de curvas leves de edifícios como o Palácio da Alvorada, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, que ficam na Praça dos Três Poderes, onde há a famosa escultura de Bruno Giorgi, Candangos, símbolo da cidade. Destacam-se, também, a Catedral de Brasília e o Teatro Nacional.

Culturalmente, João Almino aponta a importância da UnB – Universidade de Brasília –, que teve Darcy Ribeiro como grande responsável pela guinada no modelo de ensino, e que sobreviveu ao regime ditatorial.

Outro ponto preponderante na cultura de Brasília é a influência da música. A capital nacional é um celeiro de bandas de rock. Saíram de lá Plebe Rude, Raimundos, Móveis Coloniais de Acaju, Natiruts e os fenômenos da mídia Capital Inicial e Legião Urbana.

E não para por aí! Brasília é conhecida como a capital do choro, um ritmo genuinamente brasileiro, extremamente sofisticado, mas à margem de outros estilos como o samba. Além de ter os principais clubes de choro, é no DF que fica a Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello, a primeira instituição voltada ao ensino do estilo musical, concebida a partir do sonho de Reco do Bandolim.

Viaje pela cidade do Lago Paranoá e descubra uma cidade que tem muito mais do que apenas a sede do governo:

Foto do banner: Ricardo Penna, de Fotos Públicas

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Leonardo Cassio

Leonardo Cassio

Sócio-diretor da Carbono 60 - Economia Criativa, Leonardo Cassio é publicitário, jornalista e amante da sétima arte. Lê de mangá a física quântica e tem uma tatuagem do Pearl Jam.

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