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#ExpressoBrasil: Sua Ideia Sobre Sustentabilidade Vai Mudar Após Conhecer o Amapá

Audiovisual | Expresso Brasil | Leonardo Cássio 12/05/15 - 09h Leonardo Cassio

[Nota do editor (no caso, editora) :)]

No mês passado, começamos a série #TAL, contando sobre os minidocumentários sobre cada estado do Brasil. Em nossas pesquisas específicas sobre cada um deles, descobrimos que a série, intitulada “Expresso Brasil”, foi produzida pela TV Cultura e dirigida por Philippe Barcinski em 2002 e, hoje, é exibida pela TAL.

Como a série é composta por 27 episódios e estamos no terceiro post, optamos por substituir #TAL por #ExpressoBrasil, a fim de destacar o nome original da série audiovisual. Nada mais justo, né?

(Re) inaugurando nossa série de posts #ExpressoBrasil, que fala do Oiapoque ao Chuí, abordaremos, hoje, sim, o estado que sedia o famoso Oiapoque: Amapá!

Conheça, no texto de Leonardo Cássio:

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O estado do Amapá só não é o mais desconhecido dos brasileiros porque, na escola, aprendíamos (ou aprendemos) que o Brasil vai do Oiapoque ao Chuí. Estes foram considerados os pontos mais extremos do país durante anos, sendo o Oaipoque (AP) ao norte e Chuí (RS) ao Sul. Descobriu-se, depois, que o Monte Caburaí, em Roraima, é o ponto extremo-norte do Brasil. A cidade amapaense do Oiapoque é o ponto mais extremo ao norte do Brasil, sim, só que pelo litoral. Que confusão, hein?

Mesmo assim, o Oiapoque, que faz fronteira com a desconhecida Guiana Francesa e sofre influência desta cultura, é um marco para os amapaenses, em especial para o historiador Hermano Araújo e para cantora Verônica Marabaixo, ou Verônica dos Tambores, que formam um casal apaixonado pelo Amapá.

Um dos estados mais isolados da República Federativa do Brasil, o Amapá, que faz fronteira no país apenas com o Pará, tem sua cultura originada dos índios e negros, sendo que as duas etnias são as mais presentes no estado até hoje. Com poucas estradas, a locomoção acontece por aviões ou barcos, sendo o segundo o mais comum para pequenas distâncias.

O isolamento do Amapá não foi planejado por Portugal na época da colonização. Geograficamente, a saída para o continente europeu é mais fácil da região amazônica do que de Rio de Janeiro e São Paulo. No entanto, a referência do Sudeste acabou deixando o Amapá mais de escanteio. Mesmo assim, Portugal construiu fortificações na região, com destaque para Fortaleza São José de Macapá (ponto histórico), e criou a colônia de Mazagão, com pessoas vindas do Marrocos, devido a constantes guerras na região que tinha o mesmo nome que a colônia aqui estabelecida.

Culturalmente o Amapá destaca-se pelas festas de sincretismo religioso negro e indígena, tais como Festa de Santiago, Festa de Marabaixo, Festa do Espírito Santo e Festa Nossa Senhora da Piedade. Há também a importante cultura ribeirinha, que sobrevive sobre casas suspensas e pontes. A cultura ribeirinha possui características próprias devido à intensa ligação com a natureza, e apresenta uma cultura oral forte nas brincadeiras de criança como Pira-Pega. A preocupação sócio ambiental é latente, tanto que o Amapá tem uma escola modelo de pedagogia ambiental, a Escola Bosque do Bailique, uma das referências do estado. As parteiras também são pilares importantes da cultura amapaense e foram reconhecidas pelo mercado de trabalho.

A economia do Amapá, que foi baseada no extrativismo e depois na mineração do manganês, ocupa-se hoje com a sustentabilidade da própria floresta. A castanha se destaca, com produção voltada para a indústria, além da farinha, produzida ainda como os índios faziam. E para o prato principal do amapaense entra o peixe, servido com açaí e farinha. Como diriam meus vizinhos “é de lamber as beiças!”.

A capital Macapá reserva uma das coisas mais interessantes que vi: um grupo artístico chamando Urucum criou a estranha e premiada intervenção “Os Catadores De Orvalho Esperando A Felicidade Chegar” para resolver um problema peculiar da cidade, que é invadida por milhares de andorinhas. Nunca vi um trem desses!

Por fim, o Amapá tem uma das 4 únicas cidades (Macapá) cortadas pelo principal paralelo do mundo: a Linha do Equador. Para aumentar a curiosidade do fato, foi criado o Estádio Zerão, que tem a linha central do campo de futebol divida pelo Equador. Ou seja, um time joga do lado do hemisfério sul e outro do hemisfério norte. É muita rivalidade!

Essas e muitas outras curiosidades sobre o Amapá você descobre no vídeo apresentado por Hermano e Verônica:

Confira as outras matérias da série #ExpressoBrasil

Banner: Fotografia de Jorge Junior, Fotos Públicas
Fotografia do Marco Zero: Embratur

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Leonardo Cassio

Leonardo Cassio

Sócio-diretor da Carbono 60 - Economia Criativa, Leonardo Cassio é publicitário, jornalista e amante da sétima arte. Lê de mangá a física quântica e tem uma tatuagem do Pearl Jam.

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