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G.I . Joe – A Origem da Cobra

Audiovisual 14/08/09 - 05h Cult Cultura

Sim, estamos todos cansados de saber que precisamos de super-heróis. Precisamos do Batman, do Super Homem, do Homem Aranha, Homem de Ferro, Chapolin e de tantos outros. Mas até quando, meu Deus do Céu? Para sempre, de certo.
Bom, o ano de 2009 não está sendo tão legal para os blockbusters de super-heróis. Tivemos 3 até então: “X-Men Origens: Wolverine”, que foi uma verdadeira decepção; “Transformers 2 – A Vingança dos Derrotados”, que foi um pouco pior que o primeiro e “Harry Potter e o Enigma do Príncipe”, que foi um semimico, deixando bem claro que eles foram falhos do ponto de vista artístico, de conceitos técnicos, de rebuscamento de roteiro, primor de direção, de fidelidade aos antecessores, e de outros detalhes. Mas como diversão, são suficientes.
Agora é a vez de “G.I. Joe – Origem da Cobra” invadir as telonas. O filme dá vida aos famosos bonequinos da Hasbro, conhecidos no Brasil como “Comandos em Ação” e que fizeram um megassucesso na década de 80, transformando a empresa criadora em um verdadeiro império dos brinquedos. Os tais bonequinhos são mais famosos para as crianças e adolescentes do sexo masculino dos anos 80, pois os guerreirinhos eram a versão oposta da boneca Barbie, feita especialmente para as meninas delicadinhas, que sugavam as carteiras de seus pais, assim como fizeram também os meninos, que queriam ter os Joes em mãos.
Bem, se o filme é baseado em bonecos de ação feitos especialmente para se ganhar dinheiro, muito dinheiro, não se pode esperar outra coisa do filme. É um entretenimento raso, no sentido artístico novamente, que tem como objetivo lucrar em cima de personagens que estão em certo ostracismo. E a Hasbro agradece.
Os G.I. Joe, comandados pelo General Hawk, interpretado por Dennis Quaid, (fazem parte do elenco, também, Channing Tatum, Marlon Wayans, Joseph Gordon-Levitt, Adewale Akinnuoye Agba, o Mister Eko de Lost e Brendan Fraser, que faz uma pontinha especial, além de outros) são um esquadrão secreto, de nacionalidades distintas, mas liderados por americanos, obviamente, e que tem como missão manter a ordem no planeta. Quando um tal dono das empresas MARS, que vem de uma linhagem de antepassados negociadores de armas, sendo que um deles em especial foi torturado por vender os artefatos para os dois lados de um conflito, cria uma tipo de arma letal, que pode devastar grandes cidades do planeta, os Joes são colocados a prova para combatê-lo.
Apoiados em alta tecnologia, os Joes descobrem uma trama complexa, que envolve dinheiro da Otan, tecnologia de ponta e muita ambição. O desdobramento disso é o surgimento de uma perigosa organização, conhecida como Cobra e que tem Destro como um dos principais vilões.
O que esperar de um filme desses? Ação, pancada e explosão. Nada mais. Os diálogos são rasos, os desdobramentos simplistas e previsíveis. É um entretenimento, como dito antes, que usa fórmulas prontas do gênero. E dá certo. Dos blockbusters desse ano, G.I. Joe leva vantagem. Pequena, mais leva.
Os efeitos especiais são um chamativo do filme, certamente. No entanto, em algumas cenas elas ficam tão artificiais que estragam. Há um exagero também nos flashback utilizados, pois muita coisa é dedutível, fazendo as digressões serem desnecessárias. Porém, o filme é dinâmico mesmo com esse exagero, prendendo o telespectador. Como não há outros chamarizes além da ação e dos efeitos, o filme obtém êxito em sua montagem, em seu frenesi, deixando as pessoas realmente presas ao que vai acontecer.
Mas o público deve ser compreensivo. O diretor de G.I. Joe é o mesmo dos filmes “A Múmia”, que são razoáveis, e de “Van Helsing – O Caçados de Monstros”, esse sim, ruim que dói! Portanto, este trabalho dele pode ser considerado uma evolução.
Finalizando, o filme é interessante para quem gosta dos bonecos, para quem gosta de filmes de ação ou para quem está nervoso e quer algo que distraia. Não é um exemplar da sétima arte. É um produto de consumo, e nesse quesito ele atende as expectativas.
Confiram o trailer:
[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=MaNs64k_2xw]
Por Leonardo Cássio
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