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A Crise Existencial Da Morte Em “Malasartes”

Audiovisual | Thais Polimeni | TVCULT 09/08/17 - 10h Thais Polimeni

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A morte é um tabu na nossa sociedade. E só falar desse tema, que a galera já acha que a vida não está boa e pensamentos suicidas estão a caminho. Poucos dias antes de ir à cabine (sessão de cinema para jornalistas) do filme “Malasartes e o Duelo com a Morte”, jantei com umas amigas. A morte foi um dos assuntos em pauta, que não gerou polêmica, mas não deixou de criar um leve clima de tensão – muito bem acalmado com deliciosas taças de vinho (como é bom ter amigas que entendem desse elixir, né mesmo?). A questão é que falar de morte nem sempre é leve, mas ao assistir ao filme “Malasartes e o Duelo com a Morte”, com seus efeitos especiais e casting muito bem selecionado, acabamos nem nos lembrando que a morte nos causa tanto espanto assim.

Interpretado por Jesuíta Barbosa, Pedro Malasartes é um personagem do folclore ibero-americano que vive de pequenas trapaças e está sempre se safando das situações, muitas vezes, criadas por ele mesmo. No filme, o conto apresentado é do Duelo com a Morte, personagem que está em crise existencial, cansado de seu trabalho e decide procurar alguém para substituí-lo. Entre os personagens, destacam-se as Parcas, que são três irmãs da mitologia romana (na mitologia grega eram chamadas de Moiras) que decidiam o destino de cada um dos mortais, desde seu nascimento, passando pelos encontros e desencontros, até a morte. As atrizes têm uma sintonia que dá gosto ver! E uma delas é nada menos que a diva Vera Holtz.

A Morte é interpretada por Julio Andrade, que comentou na coletiva de imprensa que seu objetivo não era construir o personagem como um vilão. Um fato curioso é que, nas preparações para seus trabalhos, ele sempre faz laboratórios muitos específicos: se o personagem nada, ele aprende a nadar; se o personagem pinta, ele aprende a pintar; e, para interpretar a Morte ele… Teve um filho s2. Julio declarou que ele vivia momentos antagônicos entre interpretar a Morte em sua profissão e presenciar a vida de uma forma tão intensa, com o nascimento de seu filho Joaquim.

Os efeitos especiais, muito bem criados e na medida certa (que certamente representa uma boa parte do orçamento de R$15 milhões), são uma atração à parte. Até me fez lembrar de Harry Potter (talvez nem tenha nada a ver, porque faz séculos que eu assisti à saga britânica), mas que é de se orgulhar da qualidade do cinema brasileiro, isso é!

A estreia será dia 10 de agosto de 2017. Programem-se pra ir na primeira semana, porque isso ajuda muito a continuar em cartaz :)

Veja abaixo o trailer e, acima, umas pirações sobre “Malasartes e o Duelo com a Morte”:

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