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Netflix Mantém Alta Qualidade na Segunda Temporada de Demolidor

Audiovisual | Leonardo Cássio 25/04/16 - 05h Leonardo Cassio

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Estamos falando, com certa frequência, das produções da Netflix. Fica difícil não falar, com tantas coisas boas pululando, como Narcos e Orange is The New Black.

Acabo de finalizar a segunda temporada de “Demolidor“. Com 13 episódios, a produção original Netflix intensifica o ritmo em comparação à primeira temporada, aprofunda-se no desenvolvimento das personagens e solta bala e porrada para tudo que é lado.

O grande trunfo da série fica por conta do meio vilão, meio anti-herói Frank Castle, notoriamente conhecido como Justiceiro, interpretado pelo excepcional Jon Bernthal. Ele surge detonando gangues de Hell’s Kitchen, área de Nova York, e desperta a atenção da opinião pública. No início, imagina-se ser um grupo de extermínio, tamanha a virulência no ataque aos bandidos. Aos poucos, a personagem vai sendo apresentada, com explicações paulatinas do porquê aos ataques aos bandidos. Seu perfil psicológico trafega entre um psicótico desenfreado e um militar amoral, causando sentimentos dúbios nos espectadores. Inclusive esse é um dos climas da série: o embate entre o Demolidor (Charlie Cox), que combate o crime balizado por regras e princípios, e o Justiceiro, que quer, de forma objetiva, eliminar o que ele considera a escória do mundo.

O terceiro episódio da temporada é um dos melhores episódios de séries que já vi. Além de um intenso diálogo entre os dois, há um plano-sequência de pancadaria em corredores e escadas de um prédio filmado de forma sensacional. Aliás, ô, heroizinho que gosta de tomar porrada. Fora a fotografia exuberante, realçada em um dos episódios em que Matthew Murdock, o Demolidor, vai a um jantar com Karen Page (Deborah Ann Woll) em um restaurante indiano. Page, inclusive, tem um papel bem destacado para além do interesse romântico do protagonista. Ela se mete a repórter investigativa e tem papel decisivo no enlace entre o Justiceiro e o Demolidor.

Outra figura que surge: a ninja Elektra (Elodie Yung), uma anti-heroína brutal, com forte instinto assassino. Paixonite antiga de Murdock, ela é responsável por revelar acontecimentos que se desdobrarão em outras temporadas da série ou no spin-off em que participará, sendo essencial para causar mais conflitos no Demolidor. Nos episódios finais, a série parece perder um pouco o equilíbrio, pois o herói divide sua jornada com dois anti-heróis, parecendo haver duas histórias paralelas. Soma-se a isso que o vilão do primeiro filme, Wilson Fisk (Vincent D’Onofrio), surge com vontade de arrasar tudo e a loucura está instituída.

Outro conflito do herói cego se dá com seu sócio e amigo Foggy Nelson (Elden Henson) que, conhecendo sua faceta noturna e não concordando com ela, acaba por se afastar aos poucos dele e a relação entre o trio Murdock/ Nelson/ Page estremece feiamente.

Demolidor é uma série interessante. O herói compõe o Universo Marvel e exibe citações sutis aos Vingadores. Porém, esta personagem deverá se manter na plataforma do Netflix, não saindo nos cinemas, para manter essa violência que é sua marca registrada. Ele terá um crossover com Jéssica Jones e Luke Cage (Os Defensores), este segundo tendo um teaser que surge assim que se encerra o último episódio da temporada do Demolidor.

Vale muito o play :)

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