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“O Predador” Não É Um Remake Do Filme De 1987

Audiovisual | Slider 13/09/18 - 12h Cult Cultura

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O ano era 1987. Os filmes de ação misturados com sci-fi eram certeza de altas bilheterias, não só nos Estados Unidos, mas no mundo todo. Esses elementos, somados a um dos maiores astros da época, o futuro governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, garantiram o sucesso de “O Predador”, a primeira aparição do caçador alienígena nas telonas. Agora, voltando para 2018, chega aos cinemas o quarto filme da franquia, que recebe o mesmo nome do original, mas não, não se trata de um remake. Ainda bem.

Na visão de Shane Black para “O Predador”, vemos uma história que pega alguns elementos emprestados dos filmes anteriores, mas apresenta um enredo novo para a saga. Quando o filho do atirador de elite Quinn McKenna (interpretado por Boyd Holbrook, de Narcos) ativa acidentalmente uma manopla de um dos caçadores, acaba também atraindo a caça para a terra, mais precisamente para um bairro até então tranquilo dos subúrbios americanos, iguais àqueles muitos outros já retratado inúmeras vezes no cinema. Fica então nas mãos do pai e de sua equipe disfuncional de soldados e uma bióloga a responsabilidade de se livrar dessas novas ameaças vindas do espaço e garantir a paz novamente.

PREDADOR POSTEREu sei, a premissa já é bem conhecida, mas algo tem que ser falado aqui sobre “O Predador”. Durante todo o filme conseguimos identificar a intenção do diretor em fazer uma mistura da ação oitentista com as “necessidades” atuais do público e isso é para ser aplaudido. Muitos não arriscam e acabam entregando algo que ou já sai datado, agradando apenas aos mais velhos e perdendo o contato com os novos espectadores ou sai com aquela impressão de ação descartável que, por mais que na maioria das vezes consigam alcançar as expectativas de bilheteria, se torna esquecível com poucos meses: um dos principais problemas com o filme anterior da franquia, Predadores de 2010 e com as duas tentativas de crossover com Alien nos filmes Alien vs. Predador e Alien vs. Predador 2, de 2004 e 2007, respectivamente.

Outro elemento com grande força no novo filme do caçador é o humor. Apoiado por nomes como Keegan-Michael Key e Thomas Jane (que têm a química mais interessante do filme todo), a comédia está presente em grandes proporções, o que pode ser ótimo se bater com as expectativas de quem está assistindo, como também pode ter o efeito contrário e distrair o público da história. Meio exagerado e algumas vezes fora de hora, fica a impressão de ser um filme da Marvel para maiores de 18 anos, tornando a experiência um pouco cansativa, mas há quem adore dar risada o tempo todo. No meu caso, não bateu.

Em resumo, “O Predador” é uma tentativa de reviver a franquia mais de 30 anos após o seu primeiro (e melhor) capítulo. Apesar de seus óbvios defeitos, o filme consegue superar seu antecessor e garante, assim, pelo menos mais um pouco de vida para um possível quinto filme. Vale à pena também apontar que existem easter eggs espalhados pelo filme para os fãs do original, então fiquem atentos durante a experiência!

O filme estreia hoje, dia 13 de setembro de 2018, nas principais redes de cinema do país e sua classificação indicativa é para maiores de 18 anos. Para quem ainda não completou a maioridade, maiores de 16 anos podem assistir ao filme acompanhados por um responsável.

Euclides

Por Clids Ursulino. 30 anos. Música, cinema, futebol e política. E o que mais aparecer entre um café e outro.

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