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Os Homens são de Marte… E é pra lá que eu vou! – Filme

Audiovisual | Thais Polimeni 29/05/14 - 10h Thais Polimeni

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Saí do cinema e já fui logo mandando mensagem no WhatsApp de algumas amigas: “Vocês têêêêm que ver esse filme. É a nossa cara!“.

Assisti primeiro ao espetáculo teatral “Os Homens são de Marte… E é pra lá que eu vou!“, mais ou menos em 2007, quando uma amiga minha tinha terminado o namoro e resolvi levá-la ao teatro pra rir da nossa própria desgraça. Acho que foi o presente mais certeiro que eu já dei: ela saiu de lá gargalhando, em pouco tempo conheceu o cara perfeito e agora está lindamente casada.

Depois de ficar 9 anos em cartaz no Brasil inteiro (de Manaus e Porto Alegre) e 2 meses em Portugal, onde fazia apresentações de quarta a domingo, com 1.000 lugares lotados, Mônica Martelli – ao lado de sua irmã Susana Garcia, Patricia Corso e com a colaboração de Herson Capri e Pedro Aguilera – adaptou o monólogo para o cinema, que ganhou novos personagens e novas cenas, sem perder a essência da dramaturgia original. Fernanda, a protagonista, é uma mulher moderna e independente, e não abre mão de procurar o amor da sua vida. Como todas as histórias foram inspiradas nas situações amorosas da vida de Mônica, nem tudo são flores… E o que mais tem são situações tragicômicas com as quais todas as mulheres se identificam ou, no mínimo, veem muitas de suas amigas retratadas na telona.

Tem amigo gay, amiga companheira-de-todas-as-horas, amor estrangeiro, (muitos) casamentos, depressão, viagem, forró, dúvidas e incertezas, vontade de enriquecer antes do 30, vontade de casar antes dos 40… Tem até Tulipa Ruiz -para os mais descolados- e Lulu Santos -para os saudosistas dos anos 80. É a história da minha vida de toda mulher.

Enquanto eu estava esperando para entrevistar parte do elenco – Mônica Martelli, Dani Valente e Alejandro Claveaux (todos uns fofos!!! A conversa fluiu como se fôssemos amigos de infância!)-, uma das minhas amigas me perguntou, por WhatsApp, se eu já tinha lido o livro do filme. Eu disse:

– Que livro? Só teve a peça!
– Como? E o livro “Os Homens são de Marte e as Mulheres são de Vênus”? Foi daí que veio a inspiração
– Kkkk! São duas coisas diferentes. Deixa eu te explicar: Ela se inspirou na vida dela para escrever a dramaturgia. O nome da peça é só uma referência ao livro, mas não tem nada a ver.

Mas como é muito fácil de eu me confundir com assuntos comuns entre si – e ainda fazer todo mundo acreditar na minha versão -, achei melhor tirar a dúvida com a Mônica, que confirmou a minha teoria. Ufa! Ela disse que, na época que ela estava solteira, uma amiga ligou pra ela e disse: “Amiga, é isso mesmo… É muito difícil, as mulheres e os homens são de planetas diferentes, a gente não fala a mesma língua… Eu to lendo um livro que explica tudo isso“. Quando a amiga disse o nome do livro, a Mônica logo respondeu: “Ah, se os homens são de Marte, então é pra lá que eu tenho que ir correndo!”. Então ela resolveu dar o título para o texto que começou a escrever naquela época e que virou esse sucesso – e essa terapia feminina, podemos dizer – que estreia hoje nos cinemas.

E só pra nos deixar com um gostinho de quero mais, o diretor Marcus Baldini e a produtora Bianca Villar informaram que, em breve, virão uma série no GNT e a sequência do longa! Acho o máximo esses produtos culturais que a criatividade nos possibilita realizar. Assim como “Divã”, que, a partir do livro da Martha Medeiros, se transformou em peça de teatro, filme e série de TV, “Os Homens são de Marte… E é pra lá que eu vou”, tem tudo pra ser um fenômeno! Assistam ao trailer abaixo:

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Thais Polimeni

Thais Polimeni

Thais Polimeni é editora e uma das fundadoras do blog Cult Cultura e, ao lado de Leonardo Cassio e Daniel Ávila, é sócia-diretora da Carbono 60 - Economia Criativa. Publicitária, jornalista, paulistana, tiete e geminiana, Thais é viciada em teatro, cappuccino e wi-fi. Dizem que é descendente direta de Buda, mas na TPM, nem ela se aguenta. É colunista do Jornalirismo e tem seu alter-ego publicado aqui: facebook.com/thaisPOULAINmeni

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