Fechar Menu [x]

Paraísos Artificiais

Audiovisual 15/05/12 - 10h Cult Cultura

Paraísos Artificiais poderia ter decidido ser um drama, desses que mostram com ar documental o sofrimento, a destruição dos laços familiares, a perda dos momentos com quem se ama, e que enfatizasse a culpa que as pessoas sentem pelas más escolhas.

O filme poderia ter escolhido um caminho rebelde, divertido e ousado, talvez até com um ar de apologia, mostrando pessoas se divertindo, experimentando novas drogas, todas as sensações boas que elas causam e viajando em todos os sentidos.

Poderiam ter resolvido fazer dele uma lição de moral do estilo “Quantas pessoas morrem para uma bala estar em uma rave”, ou ainda mostrar as drogas sintéticas levando pessoas à morte por overdose ou à cadeia.

Mas, convenhamos, não seria real. “Paraísos Artificiais” mostra a busca pelo múltiplo, como o jovem é hoje, como são as facetas da realidade. Contempla “a vida como ela é”, abordando o tema com harmonia e até leveza. Dificilmente algum tema será novidade. O filme não é um documentário e nem pretende ser. É comercial e divertido, mas converge com a realidade com maestria.

Se ele escolheu ser apenas um quadro relatando o que acontece? Creio que não, ele tem sim aquele “Q” de ficção com encontros e acasos absurdos, como nas novelas. E se não é lição de moral, passa alguma mensagem? Acredito que o que ele exalta é a liberdade em seus múltiplos sentidos, afinal, no século XXI, todos podem se divertir como e com quem bem entenderem.

O filme foi pelo caminho do real, mostrando que existe liberdade para as escolhas dos caminhos, mas não para as consequências do que se escolhe.

Por Letícia Gouveia

Tags: , , ,

COMPARTILHE ESTE POST

COMPARTILHE

COMPARTILHE

Cult Cultura

Cult Cultura

Plataforma digital de cultura e economia criativa.

RELACIONADOS