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E Sobe A Plaquinha “Eu já sabia”

*Destaque-Home | Audiovisual | Leonardo Cássio 04/12/17 - 09h Leonardo Cassio

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Tem muita coisa irritante no mundo, mas frases do tipo “isso é mimimi” e “o mundo tá chato” encabeçam com muita folga a lista de baboseiras que acabam com a paciência de pessoas minimamente esclarecidas. Veja: quem fala sentenças do tipo são pessoas, a maioria, que não passam por nenhum tipo de preconceito: homens, brancos, heterossexuais. Ah, mas o mal do mundo então são homens brancos e heterossexuais?. Sim, aqueles que negam o sofrimento do outro, que ao invés de ouvir e se colocar no lugar da pessoa reclamante para entender o problema preferem ridicularizá-la, esse tipo de pessoa é o problema do mundo.

Não adianta vir com papinho de que antes não era ofensa, que passaram inventar coisas e etc. O fato é um só: os grupos oprimidos não vão mais se silenciar e, como deveria ser sempre, desde o início da humanidade, terão seu correto lugar na sociedade.

E para comprovar que as coisas não vão bem, o Grupo de Planejamento e o Instituto Quallibest realizaram a pesquisa “Hostilidade, Silêncio e Omissão – O Retrato do Assédio no Mercado de Comunicação de São Paulo” para mostrar o alarmante quadro de assédio sexual e moral no mercado de comunicação paulistano. Resultado: 90% das mulheres e 76% dos homens já sofreram assédio, sendo que 39% das mulheres sofreram assédio sexual com contato físico.

É mais do que evidente a necessidade de se combater o assédio moral e sexual. No entanto, há uma perversidade implícita no contexto, que é muito preocupante: as agências e empresas de comunicação, que foram alvos da pesquisa, são as mesmas que são contratadas por marcas para realizar campanhas cuja temática é o combate à discriminação de cor, gênero, identidade e orientação sexual, etc. Ou seja: muitas das campanhas sobre igualdade e respeito ao próximo que vemos são criadas por agências cujos CEOs, VPs e qualquer outro tipo de acrônimo ou descrição americanista para um cargo, são assediadores. Gente hipócrita e criminosa.

Para ilustrar melhor o resultado da pesquisa, o grupo responsável produziu um vídeo com depoimentos dos entrevistados, lidos pela atriz e diretora Clarisse Abujamra, uma das atrizes do longa metragem “Como Nossos Pais”, citada na entrevista que a Thais Polimeni fez com a diretora Laís Bodanzky e a protagonista Maria Ribeiro (veja aqui a entrevista).

A pesquisa está disponível aqui e o vídeo, abaixo:

Site: https://grupodeplanejamento.com/
Facebook: https://www.facebook.com/grupodeplanejamento/

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