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Planeta dos Macacos: A Guerra

*Destaque-Home | Audiovisual 07/08/17 - 02h Cult Cultura

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Três anos após “Planeta dos Macacos – O Confronto”, temos a terceira (e última?) parte do reboot “Planeta dos Macacos – A Guerra”. Depois dos acontecimentos do segundo filme, Caesar se vê obrigado a entrar em uma guerra que ele não começou e liderar os macacos pela sobrevivência, lutando contra o Coronel (Woody Harrelson) e seu exército de soldados.

Como já é marca dessa saga lançada em 2011, a cada filme vemos mais e mais a evolução e a humanização de Caesar, muito graças à atuação de Andy Serkis. Serkis, um especialista em expressão corporal e captura de movimentos, mais uma vez, é a melhor parte do filme. Empresta suas expressões para o protagonista e você acaba se sentindo mais próximo de Caesar devido ao fator humano que cerca cada uma de suas atitudes. Vale destacar também o personagem Macaco Mau, interpretado por Steve Zahn, que acaba sendo o escape cômico durante toda a tensão do filme.

Todos os efeitos são de primeira linha, como já era de se esperar de uma produção desse tamanho. É um filme sobre empatia e, devido à qualidade da Computação Gráfica usada na obra, fica mais fácil se identificar com os personagens.

O filme se arrasta um pouco na primeira meia hora e isso foi algo que me preocupou num primeiro momento, já que, na minha opinião, o ritmo foi um dos pontos mais fracos do episódio anterior, “O Confronto”, mas isso logo acaba e o filme acaba entrando num dinamismo mais divertido, fazendo a experiência ser mais interessante. Algumas partes do roteiro infelizmente são um pouco confusas e existem alguns buracos, mas esses pequenos problemas são compensados com o resto.

Cenas maravilhosas em plano aberto que muito remetem ao clássico de 1968, estrelado por Charlton Helston, trilha e efeitos sonoros empolgantes e, como dito anteriormente, efeitos especiais fazem a ida ao cinema valer a pena. Se você assistiu ao trailer e espera guerra o tempo todo, talvez você deva repensar suas expectativas. É um filme sobre guerra, mas não é um filme de guerra. É um filme sobre o que as pessoas (e os macacos) podem fazer quando se encontram na tensão de uma batalha, de onde o instinto de sobrevivência pode levar alguém e o que esse alguém pode fazer quando é colocado contra a parede. É um filme sobre vingança e, ao mesmo tempo, um filme sobre redenção. Claro, a ação está lá, temos explosões e confrontos, mas o ponto principal (e que não deve ser considerado menos importante do que a guerra em si) é refletir sobre os efeitos de uma guerra em uma criatura antes pura, e tudo que pode mudar a partir daí.

Euclides

Clids Ursulino. 29 anos. Música, cinema, futebol e política. E o que mais aparecer entre um café e outro.

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