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O Futuro Está Cada Vez Mais Presente

*Destaque-Home | Audiovisual | Thais Polimeni 03/12/17 - 04h Thais Polimeni

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Maturidade, empatia e futurismo: esses são os temas abordados no documentário “Quando Somos Quem Queremos Ser”, lançado hoje/ontem no GNT (só podia, né? Muito amor). Com patrocínio do Itaú, Nestlé Molico e Natura, um pensador de cada uma das áreas mencionadas foi convidado para explicar os temas fazendo uma correlação com as obras de arte de Inhotim. A produção é do coletivo internacional de inteligência criativa Asas, que conheci agora e já considero pacas.

Não preciso falar que quando vi o título do documentário, eu já me interessei sem nem ler a sinopse ou a descrição do evento (sim, fiquei sabendo do projeto por um evento do Face. Pasmem!). Esses conceitos filosóficos começaram a chamar minha atenção de uns anos pra cá e, no documentário, eles explicam que a filosofia sempre recebe destaque em momentos de transição; os grandes filósofos gregos, por exemplo, despontaram durante a queda do domínio da Grécia sobre o ocidente.

Maturidade
Quem discorre sobre maturidade é o médico Alexandre Kalache. O enfoque desta parte do documentário, a meu ver, está mais ligado à longevidade do que à maturidade. Em seu depoimento, Alexandre diz que “Maturidade é você olhar pra trás e usar bem as experiências que você acumulou ao longo da vida. Pode ser aos 50… Eu prefiro que seja aos 85“. Não sei se eu interpretei de uma forma diferente do que o pesquisador quis transmitir, mas acredito que usar bem as experiências que acumulamos é ideal em todas as fases da vida: aos 50, aos 85, aos 40, 18, 32…

Recentemente, participei de um colab no canal “Na Metade do Livro”, da comunicadora e atriz Paula Ribas, focado no público 40+. Com muito bom humor, Paula, Yan e eu conversamos sobre o que é considerado “coisas de velho” e “coisas de jovem”. Falamos também sobre maturidade e vou postar esse trecho do vídeo abaixo, mas, é claro, você está super convidado a assistir ao vídeo todo:

Empatia
Empatia, sua linda! Eu já tinha ouvido falar sobre empatia antes, mas só me aprofundei nela durante as noites de quarta-feira que eu assistia assiduamente ao programa Saia Justa com o quarteto que eu amava, venerava e sinto falta Maria-Bárbara-Mônica-Astrid. Desde então, é empatia na minha vida, nos meus textos e até nos valores do grupo de empreendedoras do qual faço parte (saiba mais aqui).

Quem conduziu esse tema, no documentário “Quando Somos Quem Queremos Ser”, foi o – atenção – ECONOMISTA Osvaldo Oliveira. E já é um exercício de empatia logo no início. Por que é considerado estranho ver um economista falar sobre empatia?

No dia 14 de novembro, acompanhei algumas palestras do debate “Desafios contemporâneos: o potencial da empatia”, realizado no MAM e também promovido pelo GNT. No painel “A empatia como valor para os brasileiros”, foi discutida a diferença entre ter empatia pelos iguais e pelo diferente. O CCO e COO da FCB Brasil, Pedro Cruz, até lançou uma provocação: “Será que empatia entre os iguais pode ser chamado de empatia?”. Este ano, a FCB divulgou o resultado de uma pesquisa que analisou a empatia dos brasileiros e você pode conferir aqui neste link.

Os dados da pesquisa não são muito animadores e talvez uma das soluções seja desenvolvermos a empatia por quem é diferente da gente, por quem pensa diferente de nós. E o depoimento do Osvaldo de Oliveira, no GNT.doc, nos abre um caminho de esperança:

Incluir o diferente é uma atitude extremamente empática, porque, olha só: você não pode mudá-lo para ser igual! O legal de interagir com o diferente é porque ele é diferente. Não é uma tentativa de fazer o diferente igual a você. É uma tentativa de você reconhecer, na outra pessoa, você mesmo. Se a gente entende que o outro desconhecido é a oportunidade da gente aprender sobre nós mesmos, a gente para de ter medo desse bicho que vai pular de trás da árvore. Esse bicho que vai pular de trás da árvore não é mais um bicho. É uma oportunidade de eu me conhecer“.

No início do ano, tive a oportunidade de entrevistar a atriz Mônica Martelli alguns minutos antes da reestreia da peça dela em São Paulo. E, é claro, não poderíamos deixar de falar sobre empatia. Você pode ver essa parte da entrevista aqui:

Futurismo
Parece gênero de cinema, algo relacionado a ficção científica, carros voando e ETs convivendo em harmonia – ou não – com os seres Terrestres. Mas futurismo é algo muito mais presente do que seu nome seduz. Conheci o trabalho da Lala Deheinzelin, pensadora de Futurismo apresentada no documentário “Quando Somos Quem Queremos Ser”, quando eu comecei a estudar Economia Criativa. Lala é futurista e especialista em novas economias, e ouvi-la falar sobre futuro é inspirador, seja no documentário ou nas aulas e palestras presenciais que ela frequentemente promove (dica: conheça a Fluxonomia 4D nesse vídeo. Há outros mais “bonitinhos”, mas esse é o mais completo dos que eu vi).

Relembrar o futurismo me fez correlacionar esse estudo com a estratégia do Cool Hunting (saiba mais aqui): ambos defendem a análise do futuro para criação de oportunidades, o que vai totalmente na contramão do que fomos ensinados. Lala explica e desconstrói esse paradigma com facilidade nessa parte do documentário:

Nós estamos analfabetos em relação ao futuro, porque a gente está totalmente treinado a só aprender pelo passado. (…) Contrariamente ao que se imagina, o futuro sempre melhora. Se a gente pensar como era a vida dos bisavós, etc, a nossa é infinitamente melhor. E isso nunca é contado. É todo um discurso narrativo, que está em toda a mídia, etc, que é de que o passado foi melhor, o que é uma inverdade absoluta porque não existe nenhum momento melhor do que esse que está sendo. Então você deseja algo irrecuperável, que é o passado, e você teme aquilo que é desejável e possível, que é o futuro“.

Os quase 28 minutos de documentário cria assuntos pra muitas sessões de terapia, conversas de bar, cafés, textão no Facebook e – se você tiver sorte e coragem – almoços de família. Não apenas refletir, mas exercer os conceitos da empatia em prol da longevidade e da maturidade é essencial pra quem quer criar futuros desejáveis. Se estiver em São Paulo, faça uma visita à exposição do Museu da Empatia, até 17 de dezembro, no Parque do Ibirapuera: mais informações aqui. Já é um ótimo começo para criar o hábito da empatia!

O documentário “Quando Somos Quem Queremos Ser” está disponível no GNTPlay.com. Veja o trailer abaixo:

Saiba mais sobre Inhotim no nosso vídeo da TVCult Cultura:

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