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Um Quarto em Roma

Audiovisual 06/12/10 - 01h Cult Cultura

“Um Quarto em Roma” está em cartaz nos cinemas do circuito alternativo de São Paulo. Acho natural, visto que é necessário uma mente bem aberta pra assistir.

O filme conta a história de 2 meninas que se conhecem em um bar de Roma, um dia antes do início do verão. Uma russa e uma espanhola. Uma heterossexual e uma homossexual. Todas as cenas acontecem dentro do quarto de uma delas ou nas imediações do hotel. Durante por volta de 8 horas, elas descobrem segredos, têm relações sexuais e desenvolvem um amor intenso.

A russa é noiva, a espanhola namora uma mãe de 2 filhos. Em uma parte do filme, uma pergunta pra outra: “É a primeira vez que você traiu?”. Isso me fez refletir… Se a namorada da espanhola ficasse sabendo do ocorrido, certamente consideraria uma traição. Agora, se uma mulher hétero, comprometida, fica com outra mulher, será que o namorado/ noivo iria considerar, igualmente, uma traição? Fui perguntar isso pra um amigo e ele me respondeu que ele não consideraria… Se as meninas o chamassem pra um ménage! É um assunto polêmico, que pode muitas vezes cair em questões de pudor, fantasias sexuais ou hipocrisia.

“Um Quarto em Roma” rende boas reflexões. Ele consegue abordar com clareza, em minha opinião, a teoria do amor líquido discutido pelo sociólogo Zygmund Bauman. Assim como antigamente as pessoas viviam 50 anos juntas (se amando ou não), hoje em dia, essas relações são desfrutadas durante alguns meses, alguns dias e, às vezes, durante algumas horas. Porém, a intensidade desse amor não é, necessariamente, menor do que aquela dos romances em que os casais viviam felizes para sempre.

Vale a pena assistir para pensar em muitas questões da sociedade, rever conceitos, quebrar paradigmas (expressões cada vez mais comuns do nosso dia-a-dia). Enfim, recomendo!

Por Thais Polimeni

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