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Uma Professora Muito Maluquinha

Audiovisual | Literatura 13/10/11 - 03h Cult Cultura

Uma-Professora-Muito-MaluquinhaNeste Dia das Crianças, decidi assistir a um filme infantil: “Uma Professora Muito Maluquinha”. Cheguei ao shopping Frei Caneca e me deparei com uma fila enooorme. Atrás de mim, tinha um casal decidindo o que iria ver. Um falou para o outro: “Ah, vamos ver “A Vaca e o Chinês””, querendo ver “Um conto chinês”, mas que, pelo cartaz, bem que o nome podia ser aquele, mesmo.

Até chegar ao caixa, mudei de ideia do que assistir umas 300 vezes. Mas como eu sou de gêmeos, desenvolvi uma tática infalível pra lidar com minha indecisão eterna: a partir do momento que eu escolho uma coisa, sigo com ela até o fim e não mudo!! Assim, continuei na minha decisão mesmo depois de ouvir o casal falar: “Olha só que sorte de não ter filho. Se a gente tivesse, seríamos obrigados a assistir “Uma Professora Muito Maluquinha”. Eu ia vomitar”! O caixa me chamou e falei quase sussurrando: “Paraasseteemeiaumaprofessoramuitomaluquinha”.

O filme foi inspirado no livro homônimo do Ziraldo, que eu li quando criança. Foi realmente uma nostalgia. “Uma Professora Muito Maluquinha” me fez lembrar de uma professora da 2ª série do primário (hoje, se não me engano, 3º ano do fundamental, né?), chamada Arianna Riatto de Moraes, a tia Arianna. Ela foi aquela professora que, como diz no filme:

Assim que ela entrou na nossa sala, todas as meninas quiseram ser lindas e todos os meninos quiseram crescer na hora pra poder casar com ela“.

Não me lembro de detalhes, mas sei que foi um ano especial para toda a sala. Ela nos ensinava músicas, lia histórias, era atenciosa e tratava todos com respeito e amor.

Depois de ver o filme, caí na real de que esses nossos primeiros professores são fundamentais na construção do nosso caráter. São eles que nos ensinam coisas novas diariamente, durante um ano inteiro. São eles o exemplo que as crianças irão seguir e admirar.

Também caí na real de que, durante a minha vida, eu tive a sorte de ter… Ou melhor, continuo com a sorte de ter muitas Professoras Muito Maluquinhas. Nem sempre são professoras de profissão. São pessoas que nos ensinam a enxergar a vida de uma forma diferente. Pessoas que nos alegram, que subvertem, que aconselham e filosofam.

E para quem acha que “Uma Professora Muito Maluquinha” é só pra criança, posto aqui um trecho de uma crônica da Martha Medeiros que poderia muito bem ser a sinopse deste longa nacional:

Pense em qualquer uma que você conhece e diga se ela não tem ao menos três destas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante. Pois então. Também é louca. E fascinante. E santa, fica combinado, não existe. Uma mulher que só reze, que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseje mais nada? Você vai concordar comigo: só sendo louca de pedra” – trecho da crônica Doidas e Santas, de Martha Medeiros.

Aí vai o trailer:

Por Thais Polimeni

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