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Webserie – Botolovers

Audiovisual | Cultura Digital 29/03/12 - 12h Cult Cultura

Acompanhei todos os episódios da webserie Botolovers. Achei a qualidade impecável: produção, roteiro, direção, interpretação, etc. Fiquei pensando: “Essa série poderia muito bem estar na TV… Será que a linguagem de TV é muito diferente da internet? O que será que diferencia?” e comecei a viajar nas indagações.

Então tive uma ideia: fazer uma série de posts aqui no blog sobre webseries. Vai ser uma mini-série de 4 posts, começando pela entrevista feita com a Carol Fioratti, diretora e roteirista do Botolovers.

Gostei muito das respostas da Carol. Foram extremamente esclarecedoras. Confiram:

Cult Cultura: Por que você decidiu dirigir uma webserie?
Carol Fioratti: A ideia de fazer o BOTOLOVERS surgiu de um desejo de contar uma história seriada sobre três personagens que formassem um casal entre si. Surgiu também de uma vontade minha e do Fábio Redkowicz – que assina os roteiros comigo – de colocar no papel e posteriormente na tela, algumas situações cotidianas que vivemos, que ora parecem desastrosas, mas em pouco tempo viram boas risadas.

Escolhemos fazer isso através de uma websérie, pois a internet é um ambiente democrático tanto para quem exibe como para quem assiste. Qualquer um pode oferecer um conteúdo audiovisual através do youtube. A grande questão é a qualidade que você vai oferecer. Nós quisemos primar por qualidade na dramaturgia, interpretação e produção. Para isso, contamos também com o apoio da Prefeitura de São Paulo através do Programa de Fomento ao Cinema Paulista.

Cult Cultura: Qual a diferença (vantagens e desvantagens) entre dirigir uma série para TV e para internet?
Carol Fioratti: Meu próximo projeto é dirigir uma série para a TV, mas essa será uma experiência nova, então o que posso falar por enquanto é que viabilizar um projeto para a web é bem mais rápido do que um projeto para a televisão. Você também tem uma liberdade criativa muito maior, uma vez que a web é focada em produções mais independentes. Abre então um campo para experiências de linguagem e narrativas.

Na web, entretanto, você não tem um público cativo, como tem uma emissora de TV. Assim, você precisa conquistar o seu público. Chegar até ele é um desafio, principalmente num meio onde a oferta de videos é gigantesca.

Cult Cultura: Quais referências você utilizou para escrever o roteiro da webserie?
Carol Fioratti: Utilizei muitas referências televisivas mesmo – como Friends, Modern Family e Os Normais – pois queria criar um sitcom para a web. O que eu mudei foi a estrutura para fazer a história caber em 8 minutos. No fundo, o grande segredo de uma série cômica são os personagens. O público precisa se identificar e se deixar cativar por eles. Tentamos fazer isso com o BOTOLOVERS e estamos felizes com o resultado.

Cult Cultura: Quais características você acha que uma webserie deve ter para conquistar os internautas?
Carol Fioratti: Acho que a websérie precisa trazer ou uma boa trama ou personagens interessantes. A gente apostou no humor e nos personagens. Mas não existe regra. Estamos em um campo de experimentação. Acho que o internauta está interessado em conteúdos criativos que ele consiga assistir em pouco tempo, talvez no intervalo do almoço no trabalho ou quando volta para casa e navega em suas redes sociais.

Cult Cultura: Para colocar uma webserie na TV, são necessárias muitas adaptações?
Carol Fioratti: Sim, principalmente pela questão do formato. Os programas na TV tem janelas de duração específicas. Uma série de humor costuma ter em geral meia hora com comerciais. Isso significa que as histórias deveriam ter mais de um conflito por dia, por exemplo.

Cult Cultura: Você pretende inserir o Botolovers na TV?
Carol Fioratti: Nós adoraríamos levar o BOTOLOVERS para a televisão. Já temos o roteiro de um piloto para TV desenvolvido. Precisamos começar a estabelecer conversas com algumas emissoras e descobrir interessados.

É muito importante nesse momento o apoio do público – que já estamos tendo através das redes sociais – para que a websérie ganhe novos rumos. As visualizações nos permitirão cavar oportunidades para dar continuidade à série, seja na internet, seja na TV. Como diria a Naara em um dos websódios “Nossa missão é estampar Botos pelo mundo”. Acreditamos no potencial de histórias entre esses três personagens e na capacidade deles de cativar o público com seu “estilo BOTOLOVERS de ser”.

Por Thais Polimeni

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