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Viral é legal?

Cultura Digital | Multicultural | Música 14/06/11 - 09h Cult Cultura

Ontem escrevi um post sobre o vídeo “Eduardo e Mônica”, da Vivo, em comemoração ao Dia dos Namorados.

A divulgação desse vídeo foi tão grande que eu tenho certeza que muita gente acabou nem vendo porque se cansou de receber as mesmas atualizações “Eduardo e Mônica” dos amigos. “É mais um clipe/ trailer que vai virar modinha” – devem ter pensado.

Devo confessar que quando vi os posts e tweets dos meus amigos, logo me lembrei dA Banda Mais Bonita da Cidade. A viralização foi tão grande que o pessoal acabou se enchendo de tanto que a timeline era ocupada pela mesma mensagem. Até hoje, não param de divulgar paródias sobre a “Última Oração” (já peço desculpas pra quem for ficar com a música na cabeça de novo!).

A questão é que esse negócio de marketing viral está ficando um pouco perigoso. A partir do momento que a mensagem (seja texto, música ou vídeo) fica muito repetitiva, perde-se o encanto, por mais interessante que seja. Particularmente, eu gostei bastante do clipe dA Banda, achei delicado e muito bem feito. Pensei até em comemorar meu aniversário no show que eles fizeram no dia 7 de junho, no Studio SP. Mas depois de dois dias, eu não aguentava mais ouvir a música (que não saía da minha cabeça) e muito menos as paródias, cada vez menos engraçadas (as primeiras foram ótimas, mas depois começou a cansar).

O marketing viral é incontrolável (claro, daí vem o nome) e não há como prever se o resultado vai ser positivo ou negativo. O que deve-se ter cuidado é com a qualidade do produto. Por exemplo, se A Banda Mais Bonita da Cidade tivesse só a “Última Oração”, o vídeo teria sido um passaporte para o fracasso. O que não é o caso, pois quem teve curiosidade de procurar sobre a banda, encontrou outros vídeos de excelente qualidade no Youtube. Quanto ao vídeo “Eduardo e Mônica”, a Vivo fez muito bem em não colocar sua marca no título, senão ela poderia ter sido bombardeada de comentários negativos. Foi bem interessante a surpresa que causou quando o internauta percebeu que era uma campanha de marketing (a discrição da Vivo contou muitos pontos!). Quem poderia ter saído prejudicado, se ainda estivesse na ativa, era o Legião Urbana, com a repetição de “Eduardo e Mônica” na timeline dos usuários das redes sociais, mas aí voltaríamos na questão da qualidade, indiscutível para a história do Legião.

De qualquer forma, é hora de repensar o viral e a forma de trabalhar com campanhas desse estilo na internet.

Por Thais Polimeni

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