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História, Teatro E Literatura Russa: Ciclo De Palestras Gratuitas

Artes e Espetáculos | Literatura | Thais Polimeni 21/07/17 - 10h Thais Polimeni

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Estamos a menos de um ano da Copa do Mundo na Rússia. Pois é, parece que o 7 x 1 foi ontem, mas já faz três anos do icônico dia que rende piadas, memes e ações promocionais até hoje. Apesar desse pequeno incidente e de alguns prejuízos aos cofres públicos, não podemos negar a dobradinha Copa + Olimpíadas agitou a vida social do brasileiro e expandiu as conversas de elevador para além da previsão do tempo.

Se um atrativo para o sucesso da Copa de 2014 foi a diversidade cultural com a presença dos turistas especialmente nas cidades-sede, será necessário um pouco mais de empenho dos jogadores e dos veículos de mídia para atrair nossa atenção para os jogos que estarão a muitos milhares de quilômetros de distância (14.450 km, para ser exata).

Os brasileiros pouco sabem da Rússia. No máximo, um Skavurska aqui, um Putin acolá e muito gelo por todos os lados. Então, pra dar uma aquecida no tema, a Cult Cultura começará uma série de conteúdos originais que abordará as diferentes manifestações culturais russas.

Pra ir entrando no clima, indicaremos, hoje, o ciclo de palestras realizado no CCBB sobre a história, o teatro e a literatura russa! As palestras antecedem a estreia do espetáculo “A Plenos Pulmões”, inspirado na vida e na obra de Maiakóvski. Veja abaixo a programação e fique ligado nas nossas redes sociais (Facebook, Instagram e Twitter) para saber as curiosidades dessa cultura que promete nos surpreender:

Sexta-feira, 21 de julho, 19h
As Vanguardas Artísticas e as Revoluções Russas
Daniel Aarão Reis

O contexto histórico das revoluções russas.
As vanguardas artísticas: propostas revolucionárias antes da revolução.
As vanguardas no furacão das revoluções.
As vanguardas em suas diferentes vertentes e nas diferentes formas de expressão: artes plásticas, cartazes, cinema, fotografia, escultura, literatura (poesia, teatro), música.
As complexas relações entre as vanguardas e os governos revolucionários.
A revolução pelo alto na virada dos anos 1920/ 1930 e o enquadramento das vanguardas pelo Estado soviético.

Daniel Aarão Reis é Professor Titular de História Contemporânea da Universidade Federal Fluminense e pesquisador 1A do CNPq. É autor, entre outros livros, de: “A Revolução Faltou ao Encontro”; “Uma Revolução Perdida/ A História do Socialismo Soviético”; “1968, a paixão de uma utopia”; “Ditadura e Democracia no Brasil”; “Luis Carlos Prestes, um revolucionário entre dois mundos”. Suas áreas de especialização são: as revoluções socialistas no século XX e a história das esquerdas brasileiras no pós-1945.

Sábado, 22 de julho, 19h
Maiakóvski: da poesia revolucionária à revolução na poesia
Mário Ramos Francisco Junior

Conhecido popularmente como o poeta da revolução, Vladimir Maiakóvski foi um dos mais profícuos artistas do cubo futurismo russo. Artista no sentido mais amplo da palavra, Maiakóvski foi dramaturgo, desenhista, roteirista de cinema, ator e, principalmente, poeta. Mais do que um “poeta da revolução”, um poeta revolucionário, um dos inventores que ressignificou o papel da poesia para todo o século XX.

Mário Ramos é Professor de Literatura Russa no curso de russo da Universidade de São Paulo, onde graduou-se e defendeu mestrado e doutorado sobre a poesia de vanguarda de Velimir Khliébnikov. Foi Professor-leitor do Brasil na Universidade Estatal de Moscou entre 2005 e 2009. Além de pesquisador na área de literatura russa, com especialidade em poesia, é também tradutor, tendo publicado traduções em português de contos, ensaios, textos dramáticos e poemas de diversos autores russos.

Domingo, 23 de julho, 19h
Uma poética, dois artistas: V. Maiakovski e V. Meierhold
Maria Thaís

Os nomes do poeta Vladimir Maiakovski e do encenador Vsvolod Meierhold emergem como ícones de um tempo. As obras, a ativa participação nos rumos da Revolução e, posteriormente, o enfrentamento com o novo sistema político, suas mortes, apontam ora para um protagonismo na cena cultural russa, ora para o esquecimento. Sem desconsiderar as tensões e as circunstâncias históricas e políticas, nos interessa pôr em evidência os elementos que enraízam as suas poéticas, as aspirações artístiicas comuns, construindo uma colaboração na qual, como afirmava Meierhold, “ambos, mutuamente, (devem) apreender uns com os outros”.

Maria Thais é diretora teatral, professora do Departamento de Artes Cênicas da ECA/USP e pesquisadora. É uma das fundadoras da Cia Teatro Balagan, atuando como encenadora dos espetáculos “Cabras – cabeças que voam, cabeças que rolam”, “Recusa”, “Prometheus”, “Západ, a Tragédia do Poder”, “Tauromaquia”, “A Besta na Lua” e “Sacromaquia”. Entre 1999 e 2006 realizou Residências Artísticas na Moscow Theatre School of Dramatic Art, dirigida por Anatoli Vassiliev. Entre 1993-2003 foi Professora do Departamento de Artes Cências da UNICAMP e, no período de 1990 a 1992, coordenou a implantação da Escola Livre de Teatro, projeto da Prefeitura de Santo André.

Segunda-feira, 24 de julho, 19h
Teatro Russo de Vanguarda: o cubo-futurismo no texto e na cena
Arlete Cavalieri

A Revolução Russa de 1917 gerou um dos movimentos culturais e artísticos mais surpreendentes e multifacetados da história da arte moderna, denominado vanguardas russas. A arte teatral produziu tanto no plano da dramaturgia, como também em sua expressão cênica, a mais audaciosa simbiose de variadas tendências estéticas e artísticas e fomentou uma profusão de experiências cênicas inusitadas, a criar uma nova concepção do fenômeno do teatro.

A proposta desta palestra é apresentar uma visão plural do teatro russo de vanguarda e avaliar as experiências artísticas da cena soviética sob o influxo do grande furacão de Outubro de 1917. Refletir sobre os possíveis desdobramentos daquelas experiências, por meio da análise, em particular, de alguns dos textos teatrais de Vladímir Maiakóvski, nos encaminha, certamente, a uma reflexão crítica sobre esse instigante momento histórico e o seu rico legado para o teatro e a arte no século XXI.

Arlete Cavaliere é ensaísta, tradutora e Professora Titular de Teatro, Arte e Cultura Russa da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas/ USP, onde se graduou em língua e literatura russa e defendeu seu mestrado, doutorado e livre-docência. É autora e organizadora de vários livros, como “O inspetor geral de Gógol-Meyerhold: um espetáculo síntese”; “Teatro russo: percurso para um estudo da paródia e do grotesco”; “Teatro russo: literatura e espetáculo”; “Tipologia do simbolismo nas culturas russa e ocidental”, dentre outros.

Centro Cultural Banco do Brasil
Rua Alvares Penteado, 112 – Centro
Lotação:140 lugares
Duração: 80 minutos
Estacionamento conveniado: Estapar – Rua Santo Amaro, 272. R$ 15,00 pelo período de 5 horas. (validar ticket na bilheteria do CCBB). Serviço gratuito de van do Estacionamento para o CCBB até o horário de funcionamento do prédio, com parada no trajeto da volta na Estação República do metrô

Ciclo de palestras: Grátis

21 de julho, 19h
Daniel Aarão Reis – As Vanguardas Artísticas e as Revoluções Russas

22 de julho, 19h
Mário Ramos – Da Poesia Revolucionária à Revolução da Poesia

23 de julho, 19h
Maria Thaís – Uma Poética, Dois Artistas – V. Maiakóvski e V. Meyerhold

24 de julho, 19h
Arlete Cavalieri – Teatro Russo de Vanguarda – o cubo-futurismo no texto e na cena.

Foto: Stock-free

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