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Opinião da Opinião

Literatura | Multicultural 18/01/11 - 09h Cult Cultura

Quando eu escrevo um post aqui no blog sobre alguma peça de teatro, espetáculo de dança, filme, etc, eu sempre parto do pressuposto de que os atores, diretores, produtores e todos os envolvidos um dia sonharam em realizar o projeto. Talvez “sonhar” seja um termo muito profundo, mas eu imagino que pelo menos a maioria dos profissionais que trabalham com cultura o fazem com dedicação e bons sentimentos, afinal, trabalhar nessa área muitas vezes é “por amor e só por ele”, mesmo.

Desenvolver um projeto cultural, por mais simples que ele possa parecer, demanda muito esforço, tempo, profissionais, apoios e recursos financeiros. Falar que “Teatro é caro” sem nunca ter visto o orçamento de uma peça é tão vago quanto falar que “Filme brasileiro é ruim” sem nunca ter visto um.

Muitas vezes eu assisti a peças de teatro das quais eu saí com vergonha alheia, de tanto que eu não tinha gostado. Aí eu via a reação da plateia que estava na mesma peça e era totalmente diferente. Tinha gente que chorava de emoção, até.

Outras vezes eu saí de peças achando tudo o máximo, mas ouvia comentários terríveis de pessoas que tinham assistido ao mesmo espetáculo.

Arte e cultura são áreas muito subjetivas e abrangentes. Fazer um texto negativo sobre uma peça, show, filme, sem embasamento para tal não só desvaloriza todo o trabalho de dezenas de profissionais como também não estimula nem auxilia no desenvolvimento desses projetos.

Estamos no momento ideal para valorizarmos a cultura nacional. Tentar enxergar o lado bom do que é assistido pode ser um grande exercício para a vida. Críticas são sempre bem-vindas quando são feitas com a finalidade de melhorar a qualidade da obra. Caso contrário, é melhor ficar no “Parabéns” aos profissionais, que nunca será em vão. Aplausos e Parabéns nunca serão demais para esses profissionais tão dedicados, persistentes e merecedores de crescente e contínuo reconhecimento.

Eu amo os atores nas suas alucinantes variações de humor, nas suas crises de euforia ou depressão. Eu amo os atores que sabem que a única recompensa que podem ter – não é o dinheiro, não são os aplausos – é a esperança de poder rir todos os risos e chorar todos os prantos” – Plínio Marcos

E se você achar que eu estou sendo utópica demais… Sugiro experimentar essa utopia.

Por Thais Polimeni

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