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As (verdadeiras) músicas da Copa do Mundo 2018: Grupo A

Multicultural | Música 19/06/18 - 03h Cult Cultura

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Em cada uma de suas edições, a Copa do Mundo, organizada pela FIFA de quatro em quatro anos, chega forte também com a sua trilha sonora. Porém, desde a sua edição passada, a qualidade ficou, por falta de termo melhor, abaixo do esperado. Nessa edição, realizada na Rússia, a “confusão” ficou ainda maior. Tivemos “One Life”, canção conjunta de Nicky Jam com Will Smith e Era Istrefi (com co-produção de Diplo) e “Colors”, de Jason Derulo com Maluma, que mais é o hino da Coca-Cola do que o tema da competição. Nenhuma foi declarada oficialmente como o principal som da Copa (nenhuma, na verdade, é boa o bastante para isso) e, pra aumentar mais a interrogação na cabeça de todo mundo, a FIFA tirou Robbie Willians de algum lugar para a festa de abertura do torneio, festa essa que o inglês acabou cantando músicas próprias que pouco (ou nada) têm a ver com o futebol. Também teve canções da cantora e atriz uruguaia Natalia Oreiro e outra de Prince Royce, ambas sem o apelo necessário para se tornarem atemporais, como foi “Waka Waka” e tantas outras nas últimas edições.

Já que ninguém sabe (eu, pelo menos, não tenho certeza) qual é a canção oficial da Copa do Mundo 2018, nesse (e em outros três posts) vamos mostrar o que tem rolado em cada um dos países que estão participando do torneio esse ano. Começando pelos países do grupo A formado pelo país anfitrião e Uruguai, Egito e Arábia Saudita:

Rússia
O rapper Guf será o representante do som local do país sede do torneio. Alexei Dolmatov, 38 anos, nasceu em Moscou e é um nome consolidado no hip hop russo. Apesar de ter enfrentado alguns problemas com as autoridades russas devido a certos conteúdos presentes nas suas músicas, o rapper não parece que vai parar tão cedo, nem com a música nem com as polêmicas.

Uruguai
Representando o Uruguai, trazemos Jorge Drexler. Compositor e cantor, Drexler já venceu até um Oscar, pela música “Al Otro Lado Del Rio” trilha do filme “Diários de Motocicleta”, dirigido pelo brasileiro Walter Salles. Seu último trabalho foi lançado em 2014 e se chama “Bailar en La Cueva”.

Egito
Oriunda da cidade do Cairo, no Egito, a banda de death metal Scarab é uma das mais fortes representantes do metal africano. Até 2006, conhecida como Hate Suffocation, a banda é fortemente influenciada pelo metal ocidental, especialmente por bandas como Nile e Death.

Arábia Saudita
Ainda pelo lado mais agressivo do metal, a banda Al-Namrood desafia as autoridades de seu país desde 2008. Na Arábia Saudita, os ateus são vistos como terroristas e, caso localizados, podem enfrentar diversas punições, desde prisão perpetua até a pena de morte. Em 2018, os caras lançaram “Ten Years of Resistance”

Euclides

Por Clids Ursulino. 30 anos. Música, cinema, futebol e política. E o que mais aparecer entre um café e outro.

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