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Australiano Cria Museu Itinerante para Promover a Empatia no Mundo

Multicultural | Patrimônio | Thais Polimeni 16/08/16 - 08h Thais Polimeni

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Há pouco tempo foi publicada uma crônica minha no portal Jornalirismo. Em “Não é nada pessoal”, falo sobre nos colocarmos no lugar de quem nos magoa, agride ou decepciona. É a famosa empatia que tanto temos ouvido falar ultimamente.

No ano passado, ao criar, com mais 4 empreendedoras, o Grupo de Estudos ANE – Análise de Empreendedoras, falamos sobre os valores que teria este projeto. Não queríamos ser óbvias, tampouco viajandonas: queríamos colocar no papel valores que fossem possíveis de serem seguidos e que, sem eles, a identidade do grupo se perderia. O primeiro valor do ANE é a empatia. Em um primeiro momento, algumas acharam estranho colocar essa característica em uma lista que sempre foi preenchida com “transparência”, “excelência”, “inovação” e bla bla bla. Mas, ao conversar, percebemos que foi por nos colocar no lugar de cada mulher empreendedora que nos motivou a criar um grupo de estudos sobre a área. E é a partir dessa empatia que conduzimos as reuniões e criamos novos projetos.

Esse tema é tão importante que, em 2015, o escritor australiano Roman Krznaric desenvolveu um projeto chamado “Museu da Empatia“, que tem o objetivo de colocar as pessoas no lugar das outras. A primeira ação do Museu da Empatia, que se mantém itinerante, chama-se “A mile in my shoes” (uma milha em meus sapatos), fazendo uma alusão ao termo britânico “walk in my shoes”, parecido com “se coloca no meu lugar“, em bom português. Nesta ação, um container foi instalado às margens do rio Tâmisa, em Londres, e, dentro dele, havia 30 pares de sapatos. O visitante, então, escolhia um par, ganhava um fone e percorria cerca de 20 minutos ouvindo a história do dono do sapato.

O Estúdio i (programa que eu adoooro na GloboNews) fez uma matéria sobre essa instalação. Clique aqui para assistir! Também é possível ouvir algumas histórias no SoundCloud do Museu (e aí resta a imaginação de sentir-se calçando o sapato do narrador).

208-museu-da-empatia-1001-livrosAlém do “A Mile in my shoes”, o Museu da Empatia também promove a ação “A Thousand and one Books” (Mil e um livros), em que qualquer pessoa pode doar seu livro preferido para a biblioteca. O livro é catalogado, inserido no site, onde é possível saber quem já leu e quem está lendo. A biblioteca itinerante (foto) fez parte do festival LIFT, em Greenwich.

Por fim, há a ação “Human Library” (Biblioteca humana), cuja ideia é, em vez de pegar um livro emprestado na biblioteca, você pode pegar emprestado um tempo de conversa com uma pessoa, ou seja, um livro vivo! A ação já percorreu festivais na Inglaterra e em Perth, na Austrália.

Siga o Museu da Empatia no Facebook e Twitter. Quem sabe a próxima parada não é o Brasil?

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Thais Polimeni

Thais Polimeni

Thais Polimeni é editora e uma das fundadoras do blog Cult Cultura e, ao lado de Leonardo Cassio e Daniel Ávila, é sócia-diretora da Carbono 60 - Economia Criativa. Publicitária, jornalista, paulistana, tiete e geminiana, Thais é viciada em teatro, cappuccino e wi-fi. Dizem que é descendente direta de Buda, mas na TPM, nem ela se aguenta. É colunista do Jornalirismo e tem seu alter-ego publicado aqui: facebook.com/thaisPOULAINmeni

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