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Feminismo É Tema de Evento Internacional Gratuito

Multicultural | Slider | Thais Polimeni 08/11/18 - 04h Thais Polimeni

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Mulheres do Brasil, dos Estados Unidos, da China, Argentina, Afeganistão, Suíça, Equador, Guiné-Bissau, Moçambique, Uruguai e Venezuela estarão presentes no evento “Nós Tantas Outras“, promovido pelo SESC São Paulo. Serão dez mesas formadas por pesquisadoras, estudiosas e ativistas que abordarão temas como condição social, feminismo e desafios a partir da visão da mulher. O evento acontece de 28 e novembro a 2 de dezembro em 5 unidades do Sesc, e você já pode se inscrever, gratuitamente, pelo site sescsp.org.br/nostantasoutras.

Inaugurando a programação, no dia 28 de novembro o Sesc Itaquera terá mesas sobre o feminismo negro, com depoimentos sobre o Brasil e Estados Unidos; e sobre as origens dos movimentos feministas, com acadêmicas e ativistas brasileiras.

No dia seguinte, a América Latina será tema da primeira mesa realizada no Sesc Avenida Paulista, com pesquisadoras da Venezuela, do Equador e do Brasil. A segunda mesa, intitulada “Sexualidade, identidade de gênero e feminismos”, desmitificará um tema muito em voga atualmente: o gênero.

No dia 30 de novembro, a unidade do Sesc Santana abordará os movimentos feministas em diversas culturas, em uma mesa com ativistas brasileiras e de Moçambique. À tarde, o corpo é o tema da vez, e trará uma discussão sobre liberdade, direito e padrões. Esse assunto é de interesse de mulheres de todas as idades. No ano passado, por exemplo, uma de nossas inscritas do Youtube sugeriu que falássemos sobre o culto ao corpo. Veja abaixo quantas coisas podem ser abordadas a partir desse tema:

Essa semana, o Café Filosófico publicou, em seu canal no Youtube, parte da palestra do sociólogo Marcelo Coelho sobre a busca do corpo jovem, exibido em 2009:

No sábado, é a vez do Sesc Campo Limpo receber as mesas de “Nós Tantas Outras”. A ativista chinesa Yuan Feng e a acadêmica da Guiné-Bissau Patrícia Godinho Gomes conversarão sobre as diferenças culturais sob a perspectiva feminina, com mediação da brasileira Edneia Gonçalves, coordenadora executiva da Ação Educativa. Na segunda mesa, estará presente a primeira mulher indígena eleita deputada federal no Brasil, Joênia Wapichana, falando sobre mulheres e representatividade política.

Pra finalizar, o Sesc Pompeia inaugura o último dia de “Nós Tantas Outras” com uma mesa mais do que necessária atualmente: “As reações e ameaças aos movimentos feministas e às mulheres na atualidade”. A última atividade, realizada às 15h, traz a escritora Noorjahan Akbar, do Afeganistão, que, com ativistas brasileiras, falarão sobre os direitos e conquistas das mulheres.

Veja abaixo a programação completa e se inscreva!

28/11 – SESC ITAQUERA
10h30– Abertura

11h às 13h – Feminismo negro: ações antirracistas no mundo contemporâneo
Em mais de quatro décadas de existência, o feminismo negro ofereceu contribuições significativas tanto ao movimento feminista quanto ao antirracista, a partir de formulações críticas e práticas que permitiram ampliar a compreensão sobre as múltiplas realidades das mulheres, tendo como base as intersecções com diferentes marcadores sociais. Essa mesa aborda a rica trajetória e os desafios que se apresentam para o fazer e para o pensar de feministas negras contemporâneas.

Nubia Regina Moreira (Brasil)
Nos-Tantas-Outras-Nubia Regina MoreiraCientista social, doutora em sociologia (UNB), professora da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) e autora do livro A Organização das Feministas Negras no Brasil. Realiza pós-doutorado em Educação na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Proped-UERJ), onde desenvolve pesquisa sobre Democracia Radical e Política Curricular.

Patricia Hill Collins (Estados Unidos)
Nos-Tantas-Outras-PatriciaHillCollinsSocióloga, professora emérita de Sociologia da Universidade de Maryland e do Departamento de Estudos Afro-americanos da Universidade de Cincinnati, primeira mulher afro-americana a ser eleita presidente da Associação Americana de Sociologia. Autora de diversos livros, entre eles, os premiados Black feminist thought e Black sexual politics: african americans, gender and the new racism.

15h às 17h30 – Origens dos movimentos e teorias feministas
Discussão sobre a genealogia e o percurso dos movimentos feministas, com o intuito de melhor compreender os seus espaços de organização, trajetórias, estratégias, epistemologia e articulação com outros movimentos sociais e com o poder público.

Adriana Piscitelli (Brasil)
Nos-Tantas-Outras-Adriana Piscitelli Crédito Rosela SantosAntropóloga, professora do Departamento de Antropologia Social e no Doutorado em Ciências Sociais da Universidade Estadual de Campinas, integrou o grupo fundador do Núcleo de Estudos de Gênero – PAGU, do qual é pesquisadora. Tem atuado principalmente nos seguintes temas: gênero, memória, parentesco, sexualidade, turismo sexual, prostituição, migrações, tráfico internacional de pessoas, teoria feminista e teoria antropológica.

Amelinha Teles (Brasil)
Ativista política, fundadora da União de Mulheres de São Paulo e integrante da coordenação do Projeto Promotoras Legais Populares. Compõe a Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos. Escritora dos livros Breve História do Feminismo no Brasil e O que são os Direitos Humanos das Mulheres, e co-organizadora do livro Por que a creche é uma luta das mulheres.

Mediação: Regiany Silva de Freitas
Nos-Tantas-Outras-Regiany Silva-Crédito Mayara PeninaDesigner digital, pós-graduada em Mídia, Informação e Cultura pela Universidade de São Paulo, moradora de Itaquera, zona leste de São Paulo, é designer no portal Porvir e co-fundadora do Nós, mulheres da periferia, coletivo jornalístico independente que dissemina conteúdos autorais produzidos por mulheres e a partir da perspectiva de mulheres.

29/11 – SESC AVENIDA PAULISTA
11h às 13h30 – Concepções e práticas feministas na América Latina

Pensando na diversidade de atores, de conhecimentos e de práticas inerentes aos feminismos da América Latina e do Caribe, como ultrapassar as singularidades regionais de maneira a fortalecer as ações transfronteiras e solidificar um pensamento feminista do sul global? Quais os caminhos possíveis para a criação de instâncias de diálogo que envolvam distintas realidades históricas, sociais e culturais – preservando suas conjunturas de diásporas e de encontro de identidades – no fortalecimento de uma agenda comum?

Alba Carosio (Venezuela)
Filósofa, professora titular da Universidade Central da Venezuela, pesquisadora de Estudos Feministas e de Gênero, com ênfase no Pensamento Latino-Americano. Dirige a Revista Venezolana de Estudios de la Mujer, publicada pelo Centro de Estudios de la Mujer (CEM), instituição da qual foi diretora e coordenadora de pesquisa.

Irene Léon (Equador)
Nos-Tantas-Outras-Irene-Leon-Credito-Edison-SanchezSocióloga, está envolvida com diversas iniciativas acadêmicas, sociais e de políticas internacionais orientadas ao desenvolvimento de alternativas ao capitalismo e ao patriarcado. Diretora da Fundación de Estudios, Acción y Participación Social (FEDAEPS) no Equador. Autora de diversas publicações em ciências sociais referentes a análises sociopolíticas, feminismo, diversidade e comunicação.

Rita Laura Segato (Brasil)
Antropóloga, dirige o grupo de pesquisa em Antropologia e Direitos Humanos do CNPq e foi Pesquisadora Principal do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para a Inclusão na Pesquisa e na Educação Superior (INCTI). Pesquisadora das seguintes temáticas: violência de gênero; gênero entre os povos indígenas e comunidades latino-americanas; relações entre gênero, racismo e colonialidade.

Mediação: Ana Lúcia Silva Souza
Linguista, professora do Departamento de Letras Vernáculas da Universidade Federal da Bahia e integrante do quadro permanente do Programa de Mestrado Profissional em Letras (ProfLetras). Atua principalmente na formação inicial e continuada de professores com os seguintes temas: letramentos de reexistência, culturas, identidades, juventudes, juventude negra, hip-hop e educação diaspórica.

15h às 17h30 – Sexualidade, identidade de gênero e feminismos
O reconhecimento das diferenças no interior dos movimentos feministas constitui um avanço em relação à lógica da universalidade da categoria mulher, mas também apresenta desafios inéditos aos projetos políticos feministas. O presente encontro reúne reflexões sobre a multiplicidade de sujeitos do feminismo, construída a partir de diferentes contextos históricos, culturais e sociais, bem como de intersecções com categorias relativas à sexualidade e à identidade de gênero.

Helena Vieira (Brasil)
Escritora e ativista transfeminista. Graduada em Gestão de Políticas Públicas pela USP.

Marisa Fernandes (Brasil)
Nos-Tantas-Outras-Marisa-FernandesHistoriadora, especialista em gênero e família e, ativista lésbica desde 1979, época em que ingressou no Grupo SOMOS/SP. Cofundadora dos seguintes grupos: Grupo Lésbico Feminista (LF), Grupo Ação Lésbica Feminista (GALF) e Coletivo Feministas Lésbicas (CFL).

Monique Prada (Brasil)
Trabalhadora sexual, feminista, ativista pelos direitos das prostitutas e autora do livro PutaFeminista. Coeditora do projeto MundoInvisível.ORG e uma das fundadoras da Central Única de Trabalhadoras e Trabalhadores Sexuais (CUTS). Atualmente, faz parte do Grupo Assessor da Sociedade Civil da ONU Mulheres no Brasil.

Mediação: Adriana Ferreira Silva
Nos-Tantas-Outras-Adriana Ferreira Crédito Alexandre VirgilioJornalista, editora-executiva da revista Marie Claire, responsável por estratégias digitais e de integração de plataformas impressa e digital, além de atuar na concepção de eventos como o Marie Claire Power Trip Summit (encontro anual de CEO’s e executivas). Assina a coluna quinzenal #DeRepentePerennial, no site de Marie Claire.

30/11 – SESC SANTANA
11h às 13h- Movimentos de mulheres em culturas diversas

Diante da complexidade do quadro social e cultural no mundo contemporâneo – como também das ricas contribuições de mulheres ativistas provenientes de contextos históricos singulares –, torna-se urgente a compreensão da sua dimensão plural. Esta mesa discorre sobre as expressões de gênero em diferentes culturas, e como o entrelaçamento de um conjunto de ações pode contribuir para a edificação de alianças e para a superação dos dilemas atuais.

Isabel Casimiro (Moçambique)
Socióloga, doutora, pesquisadora do Centro de Estudos Africano (CEA) da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) e coordenadora do Departamento de Estudos de Desenvolvimento e Gênero. Cofundadora da organização Women and Law in Southern Africa Research and Education Trust (WLSA) e do Fórum Mulher.

Maria Beatriz Bonna Nogueira (Brasil)
Nos-Tantas-Outras-Maria Beatriz Bonna Nogueira Crédito ACNURChefe do escritório da Agência da Organização das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) em São Paulo. Doutora em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília, mestre em Estudo de Migração Forçada pela Universidade de Oxford e em Direitos Humanos pela Universidade de Londres (LSE).

Mediação: Edneia Gonçalves
Nos-Tantas-Outras-Edneia GoncalvesCientista Social, pesquisadora na área de educação de jovens e adultos, e coordenadora executiva da Ação Educativa. Tem experiência em avaliação de projetos socioeducacionais, formação de professores, educação antirracista e gênero. Atua em projetos de cooperação técnica internacional em países africanos.

15h às 17h30 – Corpo e saúde: direitos, reivindicações e padrões sociais
O direito ao próprio corpo, livre dos padrões normativos impostos pela sociedade, constitui-se como um dos campos de maior disputa no âmbito dos feminismos contemporâneos. Questões relacionadas à livre expressão da sexualidade, às decisões acerca da própria saúde sexual e reprodutiva, aliadas às possibilidades de acesso aos sistemas de saúde pública, caracterizam-se como desafios urgentes. Esta mesa discute os avanços e os retrocessos verificados nesses campos – corpo, saúde e direitos -, bem como a incorporação de novas matérias, como a inclusão de pessoas transexuais nos programas de saúde da mulher.

Letícia Lanz (Brasil)
Nos-Tantas-Outras-Leticia Lanz Crédito Lucas PontesPsicanalista, mestra em Sociologia, escritora, economista e especialista em gênero e sexualidade, autora do livro O corpo da roupa – introdução aos estudos transgêneros. Participou da fundação da Associação Brasileira de Transgêneros (ABRAT) e do Movimento Transgente, voltado à defesa dos direitos das pessoas transgêneras no Brasil.

Lúcia Xavier (Brasil)
Nos-Tantas-Outras-Lucia XavierAssistente social, fundadora da CRIOLA, organização que tem como missão instrumentalizar mulheres negras contra o racismo, sexismo, lesbofobia e transfobia. Coordenadora de projetos voltados para formação, mobilização e advocacy em Direitos Humanos das mulheres negras. Integra o Comitê “Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50 em 2030” da ONU Mulheres.

Rina Nissim (Suíça)
Nos-Tantas-Outras-Rina NissimMédica, nascida em 1952 em Jerusalém, vive em Genebra. Crítica às práticas de ginecologistas convencionais, ingressou no início dos anos 1970 no Movimento de Libertação das Mulheres de Genebra e, em 1978, fundou o grupo Dispensaire des femmes (ambulatório de mulheres), formado por mulheres feministas que querem discutir sobre a saúde sexual e reprodutiva das mulheres.

Mediação: Marisol Marini
Nos-Tantas-Outras-Marisol-Marini-Credito-Alan-CoelhoAntropóloga, pesquisadora vinculada ao NUMAS (Núcleo de Estudos sobre Marcadores Sociais da Diferença) e ao LAPOD (Laboratório Pós-Disciplinar de Estudos). Integrou o grupo de pesquisa Mind the Body, sediado na Holanda. Tem atuado principalmente nos seguintes temas: corpo, biomedicina, transtornos alimentares, gênero e marcadores sociais da diferença, órgãos artificiais, ciência e tecnologia experimental.

1/12 – SESC CAMPO LIMPO
11h às 13h – Movimentos de mulheres em culturas diversas
Diante da complexidade do quadro social e cultural no mundo contemporâneo – como também das ricas contribuições de mulheres ativistas provenientes de contextos históricos singulares –, torna-se urgente a compreensão da sua dimensão plural. Esta mesa discorre sobre as expressões de gênero em diferentes culturas, e como o entrelaçamento de um conjunto de ações pode contribuir para a edificação de alianças e para a superação dos dilemas atuais.

Yuan Feng (China)
Nos-Tantas-Outras-yuan Feng Crédito Ai XiaomingDiretora da Rede de Combate à Violência Doméstica em Pequim. Desde meados dos anos 1980, é ativista pelos direitos das mulheres e pela igualdade de gênero. Autora e coautora de publicações concernentes às seguintes temáticas: violência de gênero, gênero e desenvolvimento e, gênero e mídia de massa – incluindo o primeiro Relatório de Desenvolvimento Humano da China (1997).

Patrícia Godinho Gomes (Guiné-Bissau)
Nos-Tantas-Outras-Patricia Godinho GomesPós-doutora em História da África pela Universidade de Cagliari (Itália) e pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), professora no Programa Multidisciplinar de Pós-Graduação em Estudos Étnicos e Africanos da UFBA. Pesquisadora da história social das mulheres nas resistências anticoloniais e dos estudos de gênero e feminismos nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa.

Mediação: Edneia Gonçalves
Nos-Tantas-Outras-Edneia GoncalvesCientista Social, pesquisadora na área de educação de jovens e adultos, e coordenadora executiva da Ação Educativa. Tem experiência em avaliação de projetos socioeducacionais, formação de professores, educação antirracista e gênero. Atua em projetos de cooperação técnica internacional em países africanos.

15h às 17h30 – Mulheres e representatividade política
Apesar dos inúmeros obstáculos e contradições inerentes às estruturas de poder, é inegável o aumento da presença das mulheres na vida política institucional e em funções de representação e liderança social nos últimos anos.
No entanto, a participação nas mais diversas esferas decisórias e deliberativas, segue bastante desigual quando comparada com a masculina, em quase todos os países. Esta mesa discute as diferentes perspectivas acerca da representação e da representatividade política feminina, os dispositivos discriminatórios que se colocam como verdadeiras cláusulas de barreira, dentre outras reflexões.

Hailey Kaas
Nos-Tantas-Outras-Hailey KaasTradutora, escritora e socialista, tem se dedicado principalmente à pesquisa sobre Linguística, Transfeminismo(s), Teoria Queer e Estudos de Gênero. É fundadora e coordenadora do site e Coletivo Transfeminismo, que busca, entre outras coisas, expandir e incentivar o Transfeminismo no Brasil.

Joênia Wapichana
Primeira mulher indígena formada pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Roraima, em 1997 e a ser eleita como Deputada Federal no Brasil, em 2018. Mestre em Direito pela University of Arizona, teve atuação destacada na luta pela demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol no Conselho Indígena de Roraima (CIR).

Soledad González Baica (Uruguai)
Nos-Tantas-Outras-Soledad Gonzales Crédito Silvina FontCientista Política, feminista, responsável pela área de articulação do Coletivo Feminista uruguaio, Cotidiano Mujer, criado em 1985, dedicado à comunicação e aos direitos humanos, acompanha o desenvolvimento da agenda política e cultural das mulheres uruguaias e latino-americanas.
Organizadora do livro de Las Laurencias. Violencia Sexual y de Género en el Terrorismo de Estado.

Mediação: Ana Lúcia Silva Souza
Nos-Tantas-Outras-Ana Lúcia Silva Souza Crédito Sinara BertholdoLinguista, professora do Departamento de Letras Vernáculas da Universidade Federal da Bahia e integrante do quadro permanente do Programa de Mestrado Profissional em Letras. Atua principalmente na formação inicial e continuada de professores com os seguintes temas: letramentos de reexistência, culturas, identidades, juventudes, juventude negra, hip-hop e educação diaspórica.

2/12 – SESC POMPEIA
11h às 13h – As reações e ameaças aos movimentos feministas e às mulheres na atualidade
No início da década de 1990, a jornalista e feminista norte-americana Susan Faludi publicou o livro Backlash: o contra-ataque na guerra não declarada contra as mulheres, numa busca por compreender a reação conservadora que tentava frear as conquistas das mulheres nos EUA. Vivemos situação semelhante no Brasil, e em vários outros países, nos quais forças políticas conservadoras se opõem às feministas e suas pautas, reagindo a elas.
A mesa discute as razões que permeiam essas reações, como também a ameaça que representam à manutenção de direitos já adquiridos e à obtenção dos que ainda estão em disputa.

Cecilia Palmeiro (Argentina)
Professora em Birkbeck College (Universidade de Londres), pesquisadora da área de Letras, com ênfase em teoria literária e literatura latino-americana contemporânea, atuando principalmente nos seguintes temas: gênero, identidade, movimentos sociais e políticas culturais. Faz parte do coletivo ni una menos e participa do projeto Mareadas en la marea.

Rosana Pinheiro-Machado (Brasil)
Nos-Tantas-Outras-Rosana Pinheiro Machado Crédito Joana BerwangerAntropóloga, cientista social e colunista, pesquisa precarização no Brasil e na China. Atualmente, é professora na Universidade Federal de Santa Maria e colunista do The Intercept. Atuou também na Universidade de Oxford, Universidade de São Paulo e Harvard University. É autora de dezenas de livros e/ou artigos internacionais.

Mediação: Carla Cristina Garcia
Cientista Social, professora da PUC/SP no Programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia Social e autora de diversos livros, entre eles: Ovelhas na Névoa: um estudo sobre as mulheres e a loucura; Breve História do Feminismo; O Rosa, o Azul e as Mil Cores do Arco-Íris. Gêneros, corpos e sexualidades na formação docente; Mulheres, Tempos e Trabalhos.

15h às 17h30 – Direitos das mulheres: pautas e conquistas
Discussão sobre as conquistas relativas aos direitos das mulheres, bem como as dificuldades e os desafios existentes em torno da garantia e da implementação de políticas voltadas à redução das desigualdades de gênero e das múltiplas formas de violência contra a mulher.

Nadine Gasman
Médica, PH.D, representante do Escritório da ONU Mulheres no Brasil. Ingressou nas Nações Unidas como representante do Fundo de População das Nacões Unidas (UNFPA) na Guatemala em 2005, onde apoiou o avanço dos direitos sexuais e reprodutivos. Foi diretora da Campanha UNA-SE pelo Fim da Violência Contra as Mulheres para a América Latine e o Caribe.

Noorjahan Akbar (Afeganistão)
Nos-Tantas-Outras-Noorjahan Rada AkbarEscritora, ativista pelos direitos das mulheres, trabalhou em diversas organizações globais e afegãs, focando no empoderamento feminino e na luta pelo fim da violência de gênero. Liderou campanhas nacionais e protestos em defesa dos Direitos Humanos. Atualmente, dirige o coletivo Free Women Writers, formado por ativistas e escritoras no Afeganistão.

Mediação: Maria Sylvia Aparecida de Oliveira
Advogada, sócia efetiva do Geledés, organização onde atualmente ocupa o cargo de presidenta e, coordenadora regional do curso Promotoras Legais Populares. Atua na área de Direitos Humanos, principalmente em relação às questões de gênero, raça e etnia e, no enfrentamento à violência contra a mulher e violência doméstica e familiar.

Veja abaixo os endereços de cada unidade do Sesc e se inscreva neste link:

Sesc Itaquera
Av. Fernando do Espírito Santo Alves de Mattos, 1000 – Itaquera

Sesc Avenida Paulista
Av. Paulista, 119 – Bela Vista

Sesc Santana
Av. Luiz Dumont Villares, 579 – Santana

Sesc Campo Limpo
R. Nossa Sra. do Bom Conselho, 120 – Campo Limpo

Sesc Pompeia
R. Clélia, 93 – Água Branca

Informações para a imprensa:
Cristiane Batista
5511 996640754
cristianebatista@gmail.com

Maria Inês Costa
5511 99237-8666
maiccomunicacao@gmail.com

Photo credit: Lockedinthepark on Visual hunt / CC BY-NC-SA

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