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O Que é Ser Cult?

Juliana Praia | Multicultural | O Que é Ser Cult? 02/02/16 - 02h Juliana Praia

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Peço licença para dizer que esse texto é sobre minha opinião com base em fatos vividos. Não existe nenhuma análise técnica ou algo que prove ou comprove, é apenas um ponto de vista :)

Ser cult. Em um primeiro momento, sinto-me a quilômetros de distância dessa denominação, pois vejo uma pessoa cult como sendo aquela que entende sobre tudo: movimentos, revoluções e histórias que fogem da minha época e do meu saber.

Mas resolvi ser cult do meu jeito! “Ser cult” e “cultura”, pra mim, estão relacionadas a tudo e, principalmente, a todos.

Também entendo, como cultura, lugares físicos aos quais você vai para consumi-la, como teatros, cinemas, festivais, shows, artes e uma infinidade de movimentos culturais. Mas cultura, para mim, faz mais sentido quando eu tento consumi-la com pessoas, histórias e passagens. Vai além de definições de dicionários e classificações que recebe no caderno de cultura da Folha de São Paulo.

Comecei a consumir cultura da maneira mais simples possível: lendo livros, vendo filmes e, às vezes, indo ao teatro (brasileiro não tem costume de ir ao teatro, principalmente os menos privilegiados como eu). Cultura, para mim, sempre foi muito unilateral, onipotente e onipresente, pois eu acreditava que só ela tinha um papel na história: ela me ensinava, ela me dava algo e eu a consumia. Ela me agregava e ela sempre foi melhor do que eu. Tive grandes problemas com a cultura… Ela quase se personificou para mim dizendo que eu nada entendia dela. E, até hoje, muitas coisas não entendo. Não sei criticar um filme pela sua fotografia, pela sua trama ou pelo seu engajamento. O que eu sei é assistir e dizer se o filme me tocou ou não! Claro que conseguimos diferenciar uma obra boa de uma obra ruim, mas cada obra toca de um jeito cada pessoa. As pessoas têm visões, experiências e vivências diferentes. Por mais que algo seja ruim, existe algo de bom, pois aprendi a tirar o melhor de algo ou de pessoas.

Sou exemplo disso, principalmente quando o assunto é “arte”: existem várias obras, pintores e artistas que valem milhões porque existe uma característica, uma pintura única, um movimento de pincel que se mistura com a aquarela na tela que, muitas vezes, pra mim, não significam nada. Arte vale a pena quando ela mexe comigo, quando toca minha alma e minha mente despertando sensações, lembranças, cheiros… Enfim, seja pela sua cor ou formato, cultura é tudo que merece sua atenção.

Depois de um tempo, a cultura passou a ser, pra mim, uma via de mão dupla. Comecei a consumi-la de uma maneira diferente, como algo que não fosse maior do que eu, mas, sim, como se ela fosse uma amiga que eu não precisasse procurá-la dentro de teatros e casas de shows, e sim em cada passo que eu dava. Nisso, descobri que as pessoas são riquíssimas em cultura.

Mas, um dia, minha relação com a cultura mudou. E vou contar pra vocês no próximo post da série “O que é ser Cult?”. Enquanto isso, quero saber o que é cultura pra você. Como você consome cultura? Comente aqui no blog e na FanPage da Cult!

Crédito da foto do banner: Thomas Hawk via Visualhunt.com / CC BY-NC

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Juliana Praia

Juliana Praia

Juliana Praia, ruiva, é marketeira por profissão, jornalista por formação e escritora por acaso. É interessada em toda forma de expressão, seja ela cultural, facial ou individual. Adora poesia, por que acredita que as palavras também precisam de enfeite. Não é PhD em nada, mas é especialista em ter consigo uma eterna curiosidade sobre o mundo. Faz voluntariado na Ong Presente de Alegria como palhaço doutora por acreditar no ser humano. Adora escrever sobre tudo que lhe passa pela mente e pelos olhos. Seu ritmo de vida é a música, principalmente a Brasileira, acha a melhor forma de expressão.

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