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O Teatro é a Porta de Entrada Para Outras… Culturas | O Que é Ser Cult?

Multicultural | O Que é Ser Cult? | Thais Polimeni 17/02/16 - 12h Thais Polimeni

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Criei o blog da Cult em 2008, assim que voltei do I Forum ABA de Marketing Cultural. Trabalhava na área de marketing em uma empresa do grupo Pirelli, a Pneuac, hoje Campneus. Minha ideia de ir ao Forum era buscar informações para implementar a área de marketing cultural na empresa. Cerca de três meses depois de ter voltado do evento, mudei de emprego, mas a ideia do marketing cultural não saiu de mim.

Quando eu era criança, fui algumas vezes ao teatro e ao cinema, porém, com pais atuantes na área da saúde, no lugar dos tradicionais cursos de ballet ou música, minha infância foi menos cultural e bem mais esportiva: fiz natação e basquete. A parte cultural ficava por conta dos programas da TV Cultura aos quais eu assistia, como Bambalalão (meu pai até me levou algumas vezes pra assistir ao vivo! Eu era muito fã da Gigi e da Silvana!), Rá-Tim-Bum, Glub-Glub, Castelo Rá-Tim-Bum, Catavento…

Pausa para momento nostálgico! Veja abaixo o vídeo do Bambalalão! Ele foi publicado no Canal do Youtube da TV Cultura. É de uns aninhos antes de eu assistir, mas é delícia de rever:

No final do terceiro colegial (sim, em São Paulo a gente fala colegial. Fiquei sabendo que isso é super démodé em outros estados), comecei a ter mais contato com a área cultural quando descobri que iriam começar a oferecer curso de teatro onde eu estudava. Eu sempre tive interesse em fazer teatro, mas não era aquela vontade louca. Então, quando Maomé não vai à montanha… Um moço entrou no meio da aula de matemática para dizer que iriam começar as inscrições para o curso de teatro na Fatec. A professora pediu pra ele voltar no final da aula pra não interromper o raciocínio. Eu poderia estar cabulando aula, ele poderia não ter voltado, muita coisa poderia ter acontecido e talvez muita coisa tenha acontecido para que houvesse esse encontro entre mim e o teatro. Ele voltou. Quando ele terminou de falar sobre o curso, olhei para a minha amiga, a Pati e disse: Vamos?

No dia seguinte, fomos fazer a inscrição para o curso de 6 meses que mudou a minha vida. Durante esse último semestre de 2002, conheci os divertidos e desconfortáveis jogos teatrais; descobri que existiam outros espaços onde se podia apresentar peças, além do tradicional palco italiano; assisti a espetáculos alternativos pela primeira vez, e ensaiei, todo o sábado, o espetáculo “O Despertar da Primavera”… Que não estreamos devido à desistência de alunos pelo caminho. Como dizia uma amiga do teatro, “Teatro é para os Fortes“.

No ano seguinte, escolhi me dedicar a fazer cursinho pré-vestibular, mas não perdi o contato com os amigos do teatro. Quando entrei na faculdade de Publicidade, voltei para o curso. Minha amiga (a mesma que tinha feito os 6 meses) e eu fomos assistir à primeira aula dessa turma. Fiquei levemente chocada com o texto que eles estavam estudando: “Dama da Noite“, do Caio Fernando Abreu. Quase cogitei não fazer o curso, mas minha amiga me prometeu que ela não iria desistir e o professor garantiu que iríamos estudar todo o tipo de teatro, incluindo comédia e infantil. Fiquei mais aliviada e assim começou minha história de amor com o teatro. Óbvio que minha amiga ficou 3 meses no curso e abandonou. Óbvio que a gente não estudou teatro infantil nem comédia. Mas o amor, quando é verdadeiro, tem dessas coisas: muda nossa percepção, nos dá autoconfiança, amplia nossa visão e transforma nossa vida pra melhor.

No próximo post, falarei sobre como a cultura – não apenas o teatro – me inspira para eu enxergar o mundo de outra forma: com mais compreensão, leveza e empatia.

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