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Música de Tocanteens

Juliana Praia | Música 24/02/16 - 07h Juliana Praia

33-ANAVITORIA

Como uma brisa batendo no rosto é o que a música dessas meninas faz ao entrar em meus ouvidos. Sabe aquela música boa pro corpo inteiro? É desse tipo que estou falando. Sabe aqueles achados de terça-feira à tarde encontrado em uma playlist qualquer sem nenhuma pretensão?

Anavitória é Ana e Vitória, jovens, olhares marcantes, simpatia sempre presente, cabelos lisos e enrolados, sorriso no rosto e na voz suave. Surgiram de Tocantins e ousaram a gravar uma música do Tiago Iorc de um jeito totalmente singular. (Caso não conheça Tiago Iorc volte duas casas).*

Tiago, sensível do jeito que é, percebeu o talento e apadrinhou as meninas que, hoje, como forma de ajudar e divulgar, fazem algumas aberturas de shows do Tiago, porque quando se soma, o resultado é bem melhor!

Se tiver um jeito que descreva a música delas, me atrevo a dizer que é um tipo música simplista, limpa, dessa geração pós-moderninha-intimista, sabe? – banquinho, voz, violão, música quarto e cozinha, porta-retratos, pisca-pisca.

Uma desistente de medicina a outra estudante de teatro vieram morar em Sampa com a cara, coragem e a voz para se dedicar à música. Conseguiram um financiamento coletivo para a gravação do seu primeiro disco que, em abril estará por aí, mas o Spotify já adiantou para nós.

Fazem shows mega intimistas no Parque do Ibira com rodinhas tipo Woodstock. Confesso que são a nova sensação entre teens e jovens como revelação da mais nova música totalmente brasileira, vozes jovens, letras maduras e sentimentos diversos.

Confesso também que “Singular” é minha favorita, depois que minha namorada me dedicou. É o tipo de música que faz parte da playlist de casamento, porque simplesmente é uma declaração de amor cantada. Além dessa, tem outras várias músicas, não digo românticas, mas sensíveis, detalhistas, perceptivas ao simples, o bom e o belo.

Acredito que essa geração de gente nova fazendo música boa veio para mostrar que há música para todos os gostos e estilos, mas que principalmente música não precisa de brincos, salto alto e batom para ser bonita. Música precisa muito mais tocar, não com letras profundas ou românticas, mas tocar o corpo para fazer dança, ela precisa agradar os ouvidos para cantar, ela precisa tocar o coração para chorar.

Não sou especialista em música, nem em nada, só não tenho preconceito com música, pois a música, assim como textos e pinturas, tocam cada pessoa de uma forma… E quem somos nós para julgar o jeito do outro de consumir música?

Fica minha dica, de uma ouvinte sensível, apenas. Vale a pena, curta o som, como você curte uma tarde de domingo na rede e um solzinho bem morninho, pois é assim que me sinto.

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*[NOTA DA EDITORA] Pra quem, assim como eu, teve que voltar duas casas, conheça a bela voz e as lindíssímas canções de Tiago Iorc aqui:

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Juliana Praia

Juliana Praia

Juliana Praia, ruiva, é marketeira por profissão, jornalista por formação e escritora por acaso. É interessada em toda forma de expressão, seja ela cultural, facial ou individual. Adora poesia, por que acredita que as palavras também precisam de enfeite. Não é PhD em nada, mas é especialista em ter consigo uma eterna curiosidade sobre o mundo. Faz voluntariado na Ong Presente de Alegria como palhaço doutora por acreditar no ser humano. Adora escrever sobre tudo que lhe passa pela mente e pelos olhos. Seu ritmo de vida é a música, principalmente a Brasileira, acha a melhor forma de expressão.

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