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Harry Styles Surpreende Em Primeiro Álbum Solo

Música 26/05/17 - 10h Cult Cultura

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Bem, vou começar esse texto com a bomba (ou não): eu gostava de One Direction. Sim. Juro. Eu, nos meus 25 anos, mais ou menos, ouvia (numa quantidade considerável) a boyband desse menino que vou escrever sobre hoje: Harry Styles. Não sei, sempre tive uma queda pelo pop. Desde novo, eu poderia ouvir Metallica, Guns N’ Roses, Maiden e, ainda assim, um Backstreet Boys aqui e ali. Pra mim, nunca foi problema e não deveria ser pra ninguém.

Confesso que, para esse trabalho solo do Harry Styles em particular, eu tinha alguma expectativa. O garoto realmente parecia se destacar no palco, como se tivesse mais a fazer sozinho do que seguir na sombra de mais quatro pessoas. E eu não estava errado, aparentemente. Sua estreia na carreira solo, que recebe o seu nome, sai como uma boa surpresa entre tantos “tiros seguros” que artistas dão depois de encerrar um ciclo para começar um novo. Tivemos, antes dele, trabalho de outros 2 integrantes da banda e soaram como o esperado de cada um. Esse, apesar de ser o que eu esperava, acabou por surpreender. É rock, é folk, é indie (apesar de não concordar com esse termo, mas ele, infelizmente, se encaixa aqui) e não soa artificial. Pelo contrário, na verdade. Claro que vão dizer que é um álbum com 52 produtores e compositores (tudo isso na base da suposição) e tudo o mais, mas, analisando o cenário atual, qual artista popular não utiliza uma grande ajuda externa para concluir e lapidar seus trabalhos? O ponto que eu quero chegar com isso é que, apesar de não ser exatamente um trabalho “solo” na essência da palavra, ele tem cara. Ele tem características e singularidades e isso, hoje em dia, é tão ausente das rádios…

Harry Styles, em seu primeiro álbum, apresenta músicas grandiosas, como o primeiro single, “Sign of the Times”, que mirou (assumidamente) no David Bowie, mas acertou num lugar próprio – e isso é ótimo! Há baladas como “Two Ghosts” e “Sweet Creature”, que, com certeza, vão ser a trilha de algum casal por aí; rock riffão como “Kiwi” e outros destaques que vão te ganhando no caminho.

O álbum, que teve suas gravações na Jamaica e foi documentado para um especial de tv, teve sua produção por Jeff Bhasker, que trabalhou em álbuns de Kanye West (808s & Heartbreak, My Beautiful Dark Twisted Fantasy e Watch The Throne, álbum do rapper de Chicago em parceria com Jay-Z) e no último do também produtor Mark Ronson (aquele do hit Uptown Funk). Fato é que esse é um álbum que contém muito menos (muito menos MESMO) pontos fracos do que fortes e que você deveria escutar, nem se for pra falar mal dele, desse texto, de mim ou do que quer que seja. Pode agradar tanto a base de fãs já bem estabelecida do rapaz quanto pessoas que buscam música nova com uma sonoridade diferente do que se ouve nas grandes estações.

Ouça o single abaixo:

EuclidesClids Ursulino. 29 anos. Música, cinema, futebol e política. E o que mais aparecer entre um café e outro.

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