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7 Jeitos De Ouvir TODXS, Novo Álbum De Ana Cañas | nsfw

*Destaque-Home | Música | Thais Polimeni 11/11/18 - 09h Thais Polimeni

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Ana Cañas veio pra criar um novo mundo no meio desses padrões normativos que o ser humano dito civilizado inventou quando não tinha nada mais criativo pra fazer. “TODXS”, o SEXto e mais recente álbum da cantora e compositora, vai incomodar alguns, representar outrxs e marcar todxs. Profundamente.

A obra de Ana Cañas nunca passa despercebida. As letras, a música, a presença de palco, os posts no Instagram: tudo inspira e transpira. Já fui a 4 shows dela. O primeiro foi em 2008, com repertório do seu primeiro álbum (lançado em 2003), “Amor e Caos”. Ana Cañas tinha um estilo mais meigo, “bem menininha” (leia aqui o post que fiz na Cult Cultura, na ocasião), e, mesmo assim, a potência que ela imprimia no palco era hipnotizante. Depois disso, fui ao show de seu segundo álbum: “Hein?”, e, revisitando meu post sobre a apresentação (leia aqui), fica claro que a quebra de padrões começou por ali.

Quase 10 anos depois, me vi novamente no show da cantora que vira e mexe embalava minhas viagens de carro e minha trilha sonora do trabalho. Este terceiro show fazia parte de um evento sobre o qual contei detalhes no YouTube (veja aqui) e só uma expressão poderia traduzir essa experiência: “Que mulherão da porra!”. No palco, no meio do Parque da Água Branca, Ana Cañas cantou Belchior em um período crítico da política nacional. Arrepiou no show. Arrepiou a gente. Com uma postura militante e ativista, Ana Cañas nos mostra sua verdade livre de filtros que nos tira da zona de conforto de forma precisa.

ana-canas-todxsTODXS, lançado dia 9 de novembro, é subversivo e necessário. Tinha ouvido algumas músicas no quarto show que estive, na incrível-aconchegante-my-place Casa do Baixo Augusta, incluindo “Tua Boca”, com a participação de Chico Chico. Se ouvir a versão gravada já é sensual, imagine ao vivo! Os dois no palco têm uma química que chega a bambear nossa frágil heterossexualidade. Quando foi anunciada a data de lançamento de TODXS, a minha expectativa foi lá pra cima – e olha que eu tenho uma certa restrição com expectativas. E, pra felicidade geral da nação – enquanto ainda somos uma – o álbum superou tudo. É provocante, sensual, sinestésico. A imagem da capa comprova tudo isso ao traduzir visualmente as sensações auditivas, além de fazer uma reflexiva e polêmica releitura da metáfora da cobra no corpo humano.

Ouvir TODXS é uma experiência que cada um vai sentir de um jeito. E pra potencializar ainda mais os 42 minutos de álbum de um jeito delicinha, seguem abaixo 7 dicas pra começar bem: ATENÇÃO! Not Safe For Work 😉

Clique aqui para ouvir TODXS no Deezer

Clique aqui para ouvir TODXS no Spotify

Clique aqui para ouvir TODXS no Youtube

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Thais Polimeni

Thais Polimeni

Thais Polimeni é editora e uma das fundadoras do blog Cult Cultura e, ao lado de Leonardo Cassio e Daniel Ávila, é sócia-diretora da Carbono 60 - Economia Criativa. Publicitária, jornalista, paulistana, tiete e geminiana, Thais é viciada em teatro, cappuccino e wi-fi. Dizem que é descendente direta de Buda, mas na TPM, nem ela se aguenta. É colunista do Jornalirismo e tem seu alter-ego publicado aqui: facebook.com/thaisPOULAINmeni

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