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ESPECIAL: O Que se Passa com o Museu do Ipiranga? | Post 2

Leonardo Cássio | Patrimônio 17/12/15 - 07h Leonardo Cassio

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No primeiro post da série sobre o Museu Paulista, mais conhecido como Museu do Ipiranga, explicamos sobre a criação e construção do museu e indicamos dois vídeos bem interessantes sobre esse ponto turístico e cultural de São Paulo.

Agora, contaremos sobre o que está acontecendo com o Museu do Ipiranga e por que ele está fechado (e continuará assim) por tanto tempo:

O Que se Passa?
Fartamente noticiado na mídia, o motivo do fechamento do Museu do Ipiranga é a necessidade de reformas. Ok. A obra do italiano Tommaso Gaudenzio precisou de 5 anos para ser concluída (1885-1890) e passados 125 anos de sua conclusão é de se imaginar que intervenções e reparos sejam necessários.

museu-do-ipiranga-1 Indo dar uma passeada pelo Parque da Independência (complexo que abriga o Museu Paulista, Casa do Grito e Monumento da Independência) observa-se que a fachada e a parte traseira da edificação (onde fica um belo bosque) têm áreas de isolamento e que as numerosas janelas estão com tapumes. O que não se vê são pessoas trabalhando. Que diacho de reforma é essa?

Bom, em primeiro lugar, é necessário dizer que uma reforma de um bem antigo e tão valioso do ponto de vista histórico-social não é igual de uma casa qualquer. É preciso um projeto específico, laudos e mais laudos, autorizações a perder de vista, carimbos e assinaturas que compõem uma imensa teia burocrática.

O segundo ponto é que o museu precisa de três tipos de intervenções: uma relacionada à deterioração temporal sofrida pela estrutura, onde serão corrigidas infiltrações, rachaduras e problemas de pinturas; outra relacionada diretamente à manutenção e salvaguarda dos objetos: climatização da sala, acerto de reserva técnica, iluminação, etc. e por fim uma voltada à acessibilidade de pessoas com necessidades específicas. É complicado.

museu-do-ipiranga-2 A complexidade da obra explicaria o extenso período para conclusão. Porém, seria um engano fazer essa relação simplista. De fato, os dois primeiros anos foram dedicados apenas a autorizações e procedimentos para que se possa, com sorte, iniciar as obras estruturais. Para se ter ideia, somente por volta de maio/ junho deste ano é que a administração do Museu Paulista conseguiu finalizar a locação de seis imóveis para acomodação de parte do acervo e que precisou, ainda, de um processo de licitação para o transporte das mesmas. Haja coração.

Noves fora, o tamanho da burocracia indica que o valor do restauro/reforma não sairá barato. Com a diminuição da arrecadação pública e das verbas de patrocínio devido à crise maledeta, é difícil imaginar de onde virá o recurso necessário (não sabemos o número exato, mas especula-se algo em torno de R$ 20 milhões). Vai vendo!

Assim temos a equação: “projeto complexo + burocracia do cão + crise maledeta (menos $$) = 9 anos de fechamento no mínimo”.

Mas não percamos a esperança. No terceiro e último post sobre o Museu Paulista/ Museu do Ipiranga, falaremos sobre o que esperar dessa longa e demorada reforma.

Veja abaixo mais fotos, por Leonardo Criatz:

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Leonardo Cassio

Leonardo Cassio

Sócio-diretor da Carbono 60 - Economia Criativa, Leonardo Cassio é publicitário, jornalista e amante da sétima arte. Lê de mangá a física quântica e tem uma tatuagem do Pearl Jam.

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