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#LugarCult (ou não!): Museu da Polícia Civil Apresenta Acervo Sobre Grandes Crimes

Leonardo Cássio | LUGARCULT | Patrimônio 05/04/16 - 05h Leonardo Cassio

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A primeira vez que fui ao Museu do Crime, como é conhecido popularmente o Museu da Polícia Civil, foi em 2001. Dentre as muitas coisas que lá me impressionaram, a principal era uma área reservada a fetos vítimas de crimes preservados em potes com um líquido que não sei dizer se era formol. Retornei ao museu no ano passado para levar “chofens” que admiram o bizarro.

Localizado na Cidade Universitária, Campus I da Academia de Polícia Dr. Coriolano Nogueira Cobra (Acadepol), a entidade existe incrivelmente desde 1952. Incrivelmente porque é pouquíssimo conhecido. Segundo a própria instituição, a visitação mensal fica em torno de 1000 pessoas, um número razoável, mas que poderia ser maior.

O museu é dividido em três frentes: crimes patrimoniais, sexuais e chacinas. O acervo conta com documentos, móveis, armas de fogo e brancas, fotos (algumas bem chocantes), painéis informativos e alguns objetos como cofres, cordas e outros que estavam em cenas de crimes. Uma das coisas interessantes que estava exposta na minha primeira ida e que não estava no ano passado eram os bonecos de cena de reconstituição de crimes, especificamente os crimes do Maníaco do Parque, em 1998, do Chico Picadinho, cujo primeiro crime ocorreu em 1966, e do Bandido da Luz Vermelha, todos de grande repercussão na mídia. Outro ponto alto são as viaturas antigas, que já foram Fusca, Kombi e a mística Veraneio.

Por que ir? Olha, o museu diz que serve de agente educador para jovens com mais de 16 anos, instruindo-os para que não se percam no mundo das drogas e do crime. Tenho sérias dúvidas se ele cumpre esse papel, até porque o debate sobre drogas ainda está engatinhando e precisa evoluir muito. O que me motivou a ir foi o estranhamento. Quis conferir qual acervo haveria em um museu com temática de crime. Achei mais impactante do que instrutivo o acervo, servindo para reflexões do tipo: “como é que uma pessoa é capaz de cometer tal brutalidade” ou “quem, em sã consciência, quer ser policial, ainda mais no Brasil?” ou “onde é que a gente vai parar, mano?”.

Afirmo ser válida a ida justamente pelo estranhamento deste museu. Não sou muito fã de conteúdos sobre violência, mas eles estão aí, né, Datena? E os fatos policiais que lá estão fazem parte da nossa história e explicam um pouco da cultura que temos em favor da midiatização da violência e criminalidade.

Museu da Polícia Civil (Acadepol)
Praça Reynaldo Porchat, 219, Portão 1 da Cidade Universitária
11 3468-336000
Terça a sexta-feira, das 13 às 17 horas, exceto feriados
Entrada gratuita
Idade mínima: 16 anos
Mais informações clique aqui

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