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Viajar É Se Encontrar | Crônica

Comportamento | Thais Polimeni 26/10/18 - 06h Thais Polimeni

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Esse ano, decidi chamar de férias a viagem que faço anualmente com meus pais. Ativei a mensagem automática de ausência no e-mail, mudei minha foto do WhatsApp pra “Férias” e dei uma desligada da vida online. Esse período veio totalmente a calhar, no meio dos dois turnos das eleições, que me deixaram com insônia e, ao som de Elis, fizeram rolar lágrimas no meu rosto.

Fui, pela primeira vez, para o Norte do Brasil, um lugar em que frio só é sinônimo de chuva – e nessa época nem chove. Já entendi, no clima bipolar de de São Paulo, que não nasci para temperaturas abaixo de 15º. Fui com a convicção de que iria relaxar, não falar de política e voltar com a vitamina D no talo. E quando a gente joga tudo isso para o universo, ele retorna em dobro. Voltei transformada.

Dessa vez, a viagem foi só com a minha mãe. A convivência de 7 dias integrais e seguidos com ela fez me autoanalisar de uma forma que eu nunca tinha feito antes. Nunca tinha percebido que algumas atitudes minhas foram herdadas dela e que nosso passado realmente influencia – e muito – no nosso presente. Trazer isso para consciente foi esclarecedor em muitos sentidos.

Nos passeios que fizemos, conhecemos pessoas maravilhosas, de diversas cidades do Brasil e que, em poucos dias, fizeram tanta diferença na minha vida que elas nem imaginam. Eu também nunca imaginei que, em uma breve viagem para o Pará, eu eliminaria um, digamos, “trauma” de rompimentos passados de amizades. Sabe quando falam de “amor de verão”? Tive essa experiência de “amizade de verão”. Despretensiosamente, essa conexão imediata e cheia de coincidências me fez voltar a confiar em novas amizades, sem o fantasma dos rompimentos do passado. Essa amizade instantânea me fez encontrar uma cura que eu buscava há anos.

No meio da Floresta Amazônica, misticamente confirmei que meu lado geminiano me faz colocar a liberdade em primeiro lugar. Descobri que meu lado capricorniano me faz buscar a proteção. E percebi que essa dualidade proteção x liberdade faz minha lua em aquário me conectar com pessoas que me tiram carinhosamente da zona de conforto, abrem minha mente e compartilham novas ideias.

Há alguns anos, escrevi a crônica “Viajar É Se Perder”. E hoje completo a afirmação dizendo que viajar é também se encontrar. Estar aberto aos imprevistos possibilita encontrar o melhor caminho para nosso crescimento. Viajar pra fora é se transformar por dentro. Transformador: essa é a palavra que representa essas férias, o Pará e as amizades de verão. Um Viva aos encontros!

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Thais Polimeni

Thais Polimeni

Thais Polimeni é editora e uma das fundadoras do blog Cult Cultura e, ao lado de Leonardo Cassio e Daniel Ávila, é sócia-diretora da Carbono 60 - Economia Criativa. Publicitária, jornalista, paulistana, tiete e geminiana, Thais é viciada em teatro, cappuccino e wi-fi. Dizem que é descendente direta de Buda, mas na TPM, nem ela se aguenta. É colunista do Jornalirismo e tem seu alter-ego publicado aqui: facebook.com/thaisPOULAINmeni

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